Pronto! Agora é a gripe suina a bater na porta da economia mundial e colocar em estado de sítio nações inteiras. Fronteiras em alerta, vistos não-autorizados, voos vazios e comércio bloqueado. Os crises virais são cíclicas. Não demora muito e vez ou outra somos abatidos por um vírus mutante, um rotavírus, um vírus microscópico, mas avassalador.
Não faz tanto tempo assim que a gripe aviária assolou os mercados internacionais e colocou milhões a respirarem através das mesmas máscaras que agora começam a desaparecer das prateleiras mundias em face da gripe mexicana. Que de suína só tem a origem. Nada de exclusividade latina, mas também americana. EUA não conseguiram bloquear sua invasão pelas fronteiras. Sem esquecer da vaca louca, uma mimosa inglesa, francesa ou italiana - sei lá - que não sendo humana dizimou somente milhares de vaquinhas e colocou em xeque o verdadeiro controle das barreiras sanitátias existentes entre os países, afinal, vírus não respeita fronteiras geográficas, pois não respeita nem máscara furada.
Ah vírus! Sempre um gripal associado a um nobre animal de nosso cardápio internacional. Gripes e mais gripes a fazerem o espirro parecer arma mortal. Pessoas nas ruas a fugirem de gripados, constipados, narizes vermelhos e simples pigarros de cigarro, como se o autor quisesse lhes dizimar a existência, passando um vírus não convencional. Agora é vírus espírito de porco...
Mas existe um vírus mais mortal e desumano, associado ao mais comum dos animais. Aquele onde uns animais norte-americanos, desrespeitando fronteiras, barreiras e máscaras de contenção, fizeram o mundo gemer por conta de umas hipotecas microscópicas, dizendo assim aos quatro ventos: agora é vírus de bruços e vai sobrar no de todo mundo.
E nosso querido Lula deve estar mais ou menos assim: faço alarde e sou chamado de pessimista pela oposição ou digo que essa gripe vai passar em uma semana e acabam comparando com aquela marolinha de merda que veio como uma tsuname...


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