CoSmO eM eStAdO cRôNiCo


27/01/2009


O último apague a luz

Cientistas querem sucumbir o direito universal que todo ser humano tem de levar pelos menos uma descarga elétrica na vida, seja trocando um chuveiro 220V quando adulto ou enfiando o dedo na tomada enquanto criança. Querem privar as pessoas da energética sensação de levar um choque e ficar conectado numa fiação elétrica, mesmo que apenas um segundo, tempo suficiente para sentirmos toda aquela força circulando em nosso organismo e nos recarregando de energia para ficarmos ligados durante o dia. Uma energia positiva em meio a tanta negatividade a pairar pelo ar.

Como a única lei que entendo sobre eletricidade é aquela que me obriga a pagar meu consumo de energia todo começo de mês, informo que, para escrever parte deste texto, não invadi minha memória mais profunda, a procura de informações existentes entre bilhões de ligações elétricas de meus também bilhões de neurônios. Fui no Wikipédia e deu-se a luz...

Lei de Coulomb, Lei de Gauss, Lei de Ampère, Lei de Lenz, Lei de Biot-Savart, Força de Lorentz, Lei de Faraday-Neumann-Lenz, Equações de Maxwell, eletrostática, eletrodinâmica, eletromagnetismo, voltagem, prótons, elétrons, tomadas, lâmpadas, interruptores, pift paft pum...

Leis e mais leis da física, mas confesso que ainda sou meio cético com algumas notícias sobre inovações tecnológicas ou novas descobertas da ciência que podem transformar nossas vidas, afinal, não dá para acreditar em tudo que se ouve por ai, em especial sobre eletricidade e principalmente quando a fonte não é Benjamin Franklin ou Tales de Mileto, digamos o primeiro a perceber certa energia existente no ar...

Mas no William Bonner eu acredito e espero que a Fátima Bernardes também. Até porque ouvi através da televisão. Passou para milhões de brasileiros e certamente já foi veiculada em outras emissoras internacionais, através de ondas e mais ondas, energia e mais energia, para outros tantos bilhões de telespectadores pelo mundo. Certamente aqueles que ainda vivem a base de vela não ficaram sabendo e certamente não ficarão ainda por muito tempo, mas acabaram de inventar a transmissão de energia elétrica sem fio.

Nada de ficar empinando pipa para levar um raio em dia de tempestade. Nada de fio de cobre descascado para levar choque enquanto arruma a tomada do secador que sua filha não desliga nem a pau. Nada de aparelho elétrico jogado na banheira para eliminar o aquela pessoa simpática que você quer que visite Jesus mais cedo. Nada de cadeira elétrica para despachar inocentes condenados a morte. Nada de tortura com fio descascado, espelho d’água e pés descalços no chão. Nada de condução elétrica por qualquer meio físico passível de transmissão elétrica. Nada de choque. Nada! O único choque a continuar nos afligir será da conta de energia no fim do mês...

Pelo menos foi isso que eu vi numa matéria que falava sobre a Feira de Las Vegas, evento que serve para ditar a prospecção tecnológica do futuro. Um tipo de São Paulo Fashion Week para tendências evolutivas do modo de vida da sociedade.

Confesso que já não duvido de mais nada agora. Até energia será conduzida por onda. Foi-se a época que somente navio, garrafa de naufrago perdido numa ilha deserta e surfista no Hawai eram conduzidos por ondas.

Parece ser um processo de transmissão eletromagnética, via onda, que poderá, inclusive, carregar baterias de celular, controle remoto, mp9 e os cambau a distância. Primeiro foi o radinho de pilha a perder o fio elétrico, depois foi o controle remoto da TV. Mais tarde foi o telefone a perder o fio ligado ao fio da linha, para depois virar celular completamente sem fio, inclusive de fio de linha. Já existe rede de computadores sem fio e nem o fio de navalha existe mais, pois agora é prestobarba.

A continuar assim, com tanta onda de TV, Rádio Amador, AM, FM, celular, dados e agora eletricidade, qualquer hora haverá uma tsuname no ar. O espaço aéreo definitivamente terá que ser controlado pela Marinha. Acho até que, qualquer hora, paraquedista poderá se intitular surfista, tamanha a quantidade de ondas que vai pegando durante a queda. Só tomem cuidado com a onda de energia elétrica.

Até sexo via ondas já existe. Você pode chegar ao clímax através do celular, obviamente com mocréais se passando por gatinhas deliciosas do outro lado da linha, ou através de salas de bate-papo, sorrateiramente com homens tarados se passando por mulheres na outra ponta da conexão, que você que existem, mas acha que nunca irá acontecer com você...

Digamos a verdade. Com essa onda de tudo via ondas, o mundo está ficando sem graça...

Escrito por paulo cosmo às 13h54
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

21/01/2009


The Day After Again

Certamente inúmeras pessoas escreveram e publicaram na mídia impressa, digital e eletrônica, alguma referência textual referente a posse de Barack, o Brahma. Assim, não me senti a vontade, no dia de ontem, de ser mais um blogueiro na multidão de comentaristas, colunistas, jornalistas, cartunistas, adventistas, católicos, judeus e ortodoxos, a mencionar qualquer coisa que seja sobre o grande líder da maior potencia mundial, que assume o poder em meio a maior crise mundial desencadeada pela própria potência, durante a gestão mundial do anterior grande líder da maior potência mundial, além de excelente contorcionista esquivador de sapatos doados pela multidão.


O grande "barack" de escrever com um dia de retardo é poder manifestar o que ainda não comentaram sobre o Oscar, digo, Obama. O que parece ser uma missão quase impossível. Então, para não me tornar repetitivo em meio a elogios, difamações, ataques e defesas sobre o Grande Barack, só me resta optar por uma linha discursiva mais irônica sobre a festa, afinal, depois de qualquer maravilhoso jantar de casamento, sempre existem os convidados que metem o pau em alguma coisa. Você pode servir o legítimo Champagne francês, o Caviar do verdadeiro esturjão do Mar Cáspio, o incomparável camarão rosa quase do tamanho de uma lagosta, além da própria, mesmo durante o período de defeso, enfim, pode servir do bom e do melhor, que certamente alguém comentará sobre o pão levemente passado dos canapés ou da azeitona que estava salgada demais. É uma regra sentar a pua na festa dos outros. Então farei minha parte sobre o American Big Show.


Vou começar pela quantidade de público presente. Ouvi dizer que eram cerca de 2 milhões de pessoas. Isso é uma mentira! Espectadores mesmo, aqueles cidadãos espontâneos à procura do melhor ângulo do Barack, deviam ser metade disso, pois a outra metade era de agentes do FBI, CIA e outras agências norte-americanas, além da Guarda Nacional, Polícia local e seguranças de lojas de departamento contratados para o evento. Ah! Nessa metade certamente também tinham membros da Al Qaeda, Fatah ak Islam, Hezbollah, Hamas, Neo-Nazistas, Khmer Vermelho, Sendero Luminoso, as Farc, IRA, Talibãs, PCC, Comando Vermelho, Grupo da Luluzinha e não poderia deixar de mencionar, a inesquecível OMO Total Ku Klux Klan, que certamente ficou bem a vontade durante o juramento presidencial.

 

O espaço aéreo de Washington estava completamente fechado para a aviação civil, o que sugere afirmar que ontem estavam abatendo até moscas em pleno em voo. Pobres pombos que saíram à procura de alimento para seus filhotes não retornaram para o ninho e deixaram um legado de orfandade de milhares de filhotes que terá que ser resolvido pelo novo presidente, e com certa urgência, senão Washington vai feder. Ouso afirmar que até a grande águia americana, inexorável símbolo da nação imperialista, não seria poupada caso decidisse dar uma "sobrevoadinha" sobre Obama. Talvez por receio de ela cagar sobre ele ou ser uma simples mula de bomba. Ué! Se existe pombo correio e mandam Antrax através de cartas, porque não bombas através de águias. Tenho certa lógica. Baratas devem ter sido sumariamente pisoteadas e qualquer artefato na mão da multidão que lembrasse um simples estilingue, deve ter sido alvo de atiradores de elite espalhados por todas as partes.


Ontem foi uma festa para o arsenal americano. Uma posse que serviu para informar ao mundo o seguinte: nós fodemos com vocês, mas ainda somos de foder. O problema nessas horas não é o "the day after", mas sei lá quantos "after, before the end".

 

Escrito por paulo cosmo às 13h58
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

20/01/2009


Zona de Conflito

Autoridade e Estado. Palestinos e Israelenses. Alcorão e Velho Testamento. Despejados e Posseiros. Muçulmanos e Judeus. Árabes e o que mesmo? Dizem que no Brasil esses povos vivem em paz e que deveriam servir de exemplo positivo no intuito de propagar a idéia de convívio harmonioso entre as diferenças religiosas.

 

Bem! Parece que não é bem assim. Ontém observei que as diferenças existem aqui mesmo e que esse sentimento de solidariedade entre os homens é papo de Brasil politicamente correto. O mesmo discurso que prega não existir racismo no Brasil, pois somos uma miscigenação de raças. Oras! Deviam ter explicado isso aos dois debatedores que apareceram num programa de TV brasileira, que foram convidados para expor suas argumentações sobre o conflito. De um lado um pobre jovem judeu querendo mostrar a sobriedade de Israel em se defender de mísseis disparados contra "seu território" pelo Hamas e de outro lado uma senhora árabe querendo mostrar a sobriedade dos Palestinos em se defender da invasão territorial de Israel na Faixa de Gaza. Bom! O que pude perceber foi que, se estivessem armados naquele momento, ambos disparariam um contra o outro, ratificando a retórica que nunca existirá paz entre judeus e árabes.

 

Se lembrarmos que essa história começou no Egito e que naquela época os dominados eram os judeus, da para imaginar que chegou a vez do povo Palestino esperar por Moisés para sua libertação e condução dos libertados em direção a Terra Santa. Epa! Esqueci. Eles brigam pela Terra Santa... Pensando bem, acho que ainda existirão muitas pragas trocadas em fogo cruzado entre esses povos. As crianças mortas? Bem! São primogênitos inocentes que devem pagar o preço da liberdade, diriam os líderes de cada pedaço desse solo sagrado...

Escrito por paulo cosmo às 09h27
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Perfil

Meu perfil
, Homem, Guarani, Latin, Sexo

Histórico