Under construction
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Dezoito estados. Sete horas de falta de abastecimento elétrico. Linhas de transmissão sem repassar energia sequer para uma lâmpada natalina. A maior usina hidrelétrica do mundo completamente parada. Nenhum som da indescritível vazante de Itaipu. Milhões de brasileiros completamente no escuro. A lua como a única luz a iluminar o caminho...
Certamente a grande maioria das pessoas ficou mais emputecida do que de costume, o trânsito ainda mais congestionado do que o catastrófico habitual, a insegurança nas ruas mais evidente do que na vida cotidiana, barari, bororó e outras mais... Mas uma coisa não pode ser contestada por ninguém em sã consciência: até na hora de produzir “um apagão” nossa faixa territorial localizada mais ao sul do Brasil consegue ser de incomensurável poder de fogo.
Em qualquer outra região seria um simples corte de energia em virtude de alguma incompetência de ordem pessoal, ligada geralmente a histórica retórica regional de isolamento territorial. Em qualquer outra região faltaria luz num bairro aqui, um vai-vem de energia num prédio ali, um disjuntor caído lá, uma sobrecarga ou queda intermitente de eletricidade acolá. Na região norte então... Alguns nativos da Amazônia são cheios de desculpas.
Aqui no Amapá tem sido assim nas ultimas semanas. Virou moda estadual brincar de incompetência administrativa. E isso já faz algum tempo. Melhor! Parece que sempre foi moda brincarem de administração pública pros lados desse torrão. Mas com o dinheiro fácil do repasse do FPE é assim mesmo. Muita gastança e pouca produtividade. Por que seria diferente com a produção de energia?
Agora é energia que vai, energia que vem, paciência que vai, sobrecarga que vem, luz que vai, desconforto térmico que vem, serviço de qualidade que é bom vai, conta de luz em dia sempre que vem... Ar-condicionado pára, a gente ferve, geladeira descongela, o alimento estraga, televisão fica muda, a gente se cala, bomba d’água não funciona, a gente fica sujo, lanterna acende, a pilha acaba e assim vai. Dia sim, outro também, num repetitivo micro apagão a moda sulista. Mas aqui não tem raio não...
É secular a existência de estiagem nesse período do ano e todos os nativos responsáveis pelo setor energético sabem muito bem disso. O fluxo dos rios abaixa e uma represa tem que se formada para alimentar a única improdutiva, desgastada, ultrapassada e agora mal administrada hidrelétrica estadual. Parece carnaval, pois deixaram a água rolar na época que deveriam represar. Também é conhecido pelos mesmos especialistas locais tupiniquins que a termoelétricas servem para suprir essa carência da usina, principalmente nesse período do ano. É histórica essa limitação energética no Amapá e a necessidade de “termopoluir” o ar para produzir energia no estado mais conservado da federação..
Em minha opinião, uma simples questão de nível. Nível do reservatório de água abaixo do limite mínimo permitido, nível da reserva de óleo diesel abaixo da quantidade mínima necessária, nível de chuvas para o período abaixo da marca histórica da região, nível de excelência dos serviços abaixo da média nacional, nível profissional dos técnicos abaixo do exigido no mercado nacional, nível, nível, nível... A única constatação acima do nível é a incompetência pessoal dos imponentes, auto-suficientes e retóricos “preservativos” ambientais, ex-povos recém urbanizados da floresta ainda em pé. A única observação incomensuravelmente acima dessa triste constatação, é o nível de despreparo de muitos administradores e personalidades nascidas nesse torrão brasileiro, entre o povo herói, varonil, descendente da raça guerreira, em que os filhos, alegres, confiam, num futuro repleto de louros.
Pela madrugada. Quando for para produzir apagão, que seja feito tal qual a região sul e sudeste. Que se dê uma única e fatal porrada com os raios como desculpa. Chega desse negócio amapaense de produção de doses diárias de falta de energia elétrica, falta de água nos rios, falta de diesel como contingência, mas principalmente, falta de vergonha na cara em tirar o próprio da reta.
Olhos de homens e mulheres a contemplarem outros homossexuais ou seus opostos exóticos, clássicos ou convencionais, a trajarem vestidos de seda pura estampada ou chita chique confeccionada, ternos surrados de algodão ou clássicos de linho fino, calças de lycra apertada ou tão folgada a expor a cueca, sapatos de cromo alemão ou genéricos comprados a dúzia na 25, camisetas regatas desbotadas, plataformas femininas arrojadas, casacos de pele ecologicamente incorretos, havaianas coloridas, jóias verdadeiras para se roubar e outras tantas bijuterias para falsear a própria vida, malhas sintéticas de poliéster, costas nuas provocativas, agasalhos de marcas importantes e outras falsificações chinesas, sandálias de dedo a libertar os pés, decotes sensuais a convidar atrevidos e zíperes abertos após a saída do banheiro expondo o sexo ou a lingerie sutilmente escondida.
Olhares em mulheres lindíssimas a disputarem espaço de circulação com outras não tão abençoadas, mas que certamente são grandes amigas nas horas de precisão. Olhares de homens esquisitos, igualmente vestidos, a procurarem documentos e mais documentos perdidos em valises antigas e esfarrapadas, bem ao lado de galãs de televisão somente com uma mochila na mão e a pressa de chegar em casa ou ir para a gravação. Olhares, olhares e mais olhares para todos os lugares, principalmente na bolsa solta, mala desprotegida, pacote de encomenda no chão e sempre um, dois, três, centenas de ladrões, a espreita, de plantão. Olhares das dezenas de câmeras expostas e escondidas, patrulhas amigas, verdadeiro reality show do saguão. Olhares dos controladores no tempo e dos pilotos no vento que vem de arrastão.
Por pouco, muito pouco, mas muito pouco mesmo, não fui visitar minha cadela lá no lar celestial dos cachorros. Eu não iria gostar muito visita, mas ela certamente iria adorar, afinal, onde quer que ela esteja, certamente já percebeu que ninguem mais abana o rabo para mim como ela abanava. Que bom que minha cachorra morreu antes de mim, para não me ver nessa pendenga. ..
Bem amigos! Na realidade não sumi, como alguns imaginam. Não! Apenas infartei e depois passei por uma revascularização cardíaca. Coisa branda, sem maiores complicações. Mas antes que me puxem a orelha por causa disso ou daquilo, nego veementemente qualquer insinuação de que isso tenha sido resultado de meu sedentarismo, da minha desbalenceada alimentação, da tardia constatação de minha predisposição genética, do fato de eu fumar apesar de ter parado mesmo antes de a lei paulista entrar em vigor, do stress do dia-a-dia ou do impiedoso nervosismo adquirido por conta do casamento. Não! Definitivamente não foi nada disso. Nem o casamento, apesar de reconhecer a quantidade de viúvas recebendo pensão do INSS e não me dar conta de ter conhecido algum viúvo recebendo pensão da falecida. O casamento infarta homens sim, mas afirmo peremptoriamente, que meu infarto foi fruto de um caroço de azeitona estragado.
Assim, para aqueles que ficaram sem minha adorável companhia desde 11 de junho, dia que quase desencarnei dessa para a melhor e quase fui convidado a abrir as portas do Além para Michael Jackson, digo somente uma coisa: QUEM É VIVO APARECE...
E como hoje completam dois meses da minha cirurgia, não poderia deixar passar batido esse momento quase impar. Até porque não sei se poderão ser comemorados três meses, afinal o coração é uma caixinha de surpresas e ainda não me divorciei. Então, como ainda não me tornei um fantasma da internet a vagar por séculos e séculos entre bits e bytes, vou mandar meu recado: QUEM É VIVO APARECE.
Já me perguntaram se eu fiz uma breve passagem e depois retornei. Muitos passam por essa sensação durante uma cirurgia. Na realidade não vi nenhuma luz no fim do túnel, tampouco vultos a tentarem me puxar para o outro lado da vida. Não vi nada, nem ouvi ninguém. Nem luz, nem fogueira, nem murmúrios, nem convites angelicais de passagem. Nada! Mas tive uma experiência de sair do meu próprio corpo. Digo! Eu não, mas meu coração deu um pequeno passeio fora de mim, pois para revascularizarem o enfermo, foi exatamente isso que fizeram. Agora é assim. Tiram o bitelo para fora, fazem o trabalho e depois tentam pegar no tranco. Ainda bem que minha bateria estava carregada.
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De duas uma: minha cachorra não gostou das instalações da casa nova e decidiu se mudar sem aviso prévio ou simplesmente quis se aventurar além do portão do Condomínio com o objetivo de ampliar seus horizontes. Eu sei como é isso. Vivo querendo transpor o limite territorial que me prende aqui, nesse lugar onde o meio do mundo significa quase fim do mundo. Eu imagino a angústia da cachorra em se ver presa num lugar que não era originalmente seu. Ainda não aprendi e sei o quão difícil é viver num lugar estranho...
Mas os índices não mentem e o trânsito é implacável para os mais desavisados. Os carros não perdoam cachorros inocentes, sem malícia, perdidos fora de casa, bravos somente dentro do portão, mas fora deste verdadeiros bobões, que são cuidados com a dedicação doméstica que às vezes falha, mas nem sempre mata. A via expressa que dá acesso ao Condomínio, ainda em evolução arquitetônica, foi cruel com minha cachorra e agora - creio eu - que ela descanse em paz no céu dos cachorros abatidos, junto com tantos outros sem dono e quem sabe até alguns viralatas que já tentaram usurpar de sua virgindade ou inocência vadia por entre a fresta da grade de nossa antiga casa.
Safados viralatas que doidos por uma saia também vadia no cio, não olharam para os lados ao atravessar outras vias e também foram atropelados sem perceberem. Até no mundo aninal, a procura por sexo fácil pode causar vítimas.
Não pensei que eu sentiria tanto isso. Apesar da indiscutível dedicação que essa cadela dispendeu para mim, fizesse sol ou fizesse chuva, eu estando de bom ou mau humor, querendo ou não sua companhia, chutando a cadela mesmo quando ela queria só companhia, pensava eu, em todo meu auto-conhecimento superior: é só um cachorro e o dia que se for não estarei nem aí..
É só um cachorro! É só um cachorro! É só! É só! E só, um dia nos veremos novamente minha cadela fiel
Dizem que um cachorro é uma parte de seu dono. Bem! Hoje morri um pouco.
Então, cadela assanhada, guarde um canto de chão para mim para quando eu chegar por ai, pois aqui, nessa terra, já compartilhamos muitas vezes o mesmo, apesar do meu ser do lado de dentro de casa. Mas o chão de merda desse santo lugar é o mesmo, estando coberto ou a céu aberto. A céu aberto para todos ou simplesmente coberto por sete palmos de chão...
Pronto! Agora é a gripe suina a bater na porta da economia mundial e colocar em estado de sítio nações inteiras. Fronteiras em alerta, vistos não-autorizados, voos vazios e comércio bloqueado. Os crises virais são cíclicas. Não demora muito e vez ou outra somos abatidos por um vírus mutante, um rotavírus, um vírus microscópico, mas avassalador.
Não faz tanto tempo assim que a gripe aviária assolou os mercados internacionais e colocou milhões a respirarem através das mesmas máscaras que agora começam a desaparecer das prateleiras mundias em face da gripe mexicana. Que de suína só tem a origem. Nada de exclusividade latina, mas também americana. EUA não conseguiram bloquear sua invasão pelas fronteiras. Sem esquecer da vaca louca, uma mimosa inglesa, francesa ou italiana - sei lá - que não sendo humana dizimou somente milhares de vaquinhas e colocou em xeque o verdadeiro controle das barreiras sanitátias existentes entre os países, afinal, vírus não respeita fronteiras geográficas, pois não respeita nem máscara furada.
Ah vírus! Sempre um gripal associado a um nobre animal de nosso cardápio internacional. Gripes e mais gripes a fazerem o espirro parecer arma mortal. Pessoas nas ruas a fugirem de gripados, constipados, narizes vermelhos e simples pigarros de cigarro, como se o autor quisesse lhes dizimar a existência, passando um vírus não convencional. Agora é vírus espírito de porco...
Mas existe um vírus mais mortal e desumano, associado ao mais comum dos animais. Aquele onde uns animais norte-americanos, desrespeitando fronteiras, barreiras e máscaras de contenção, fizeram o mundo gemer por conta de umas hipotecas microscópicas, dizendo assim aos quatro ventos: agora é vírus de bruços e vai sobrar no de todo mundo.
E nosso querido Lula deve estar mais ou menos assim: faço alarde e sou chamado de pessimista pela oposição ou digo que essa gripe vai passar em uma semana e acabam comparando com aquela marolinha de merda que veio como uma tsuname...
Há exatos cinco minutos fumei meu último cigarro. Definitivamente parei de fumar, afinal, com o mais recente incentivo governamental imposto aos fumantes, no intuito de darem sua cota de sacrifício contra a crise mundial, eu já havia decidido que só fumaria enquanto durassem os estoques com preços velhos. E parece que ontem os estoques acabaram, pois o preço do cigarro disparou. Como não estou a fim de ajudar pessoas a comprarem carros populares com redução de IPI, o que faz abaixar também o preço dos carros de luxo para os mais abastados, tampouco colaborar com o crescimento da construção civil, inclusive para ricos e famosos em seus condomínios de luxo e altas mansões, não me resta outra alternativa senão dizer adeus a esse hábito que me acompanha desde que perdi o juízo.
Sabe! Ontem, após deixar R$ 5,00 num maço de Marlboro, cheguei à conclusão que a melhor campanha que o Governo poderia ter feito – há anos - contra o tabagismo era realmente aumentar descaradamente o preço do cigarro, pois não adiantou constrager fumantes impedindo-os de fumarem em lugares fechados, tampouco amendrontar com aquelas fotos manjadas no verso dos maços. Parece que não reduziram o consumo, nem impediram o ingresso de mais pessoas ao vício. Simplesmente não adiantou exibir feto abortado em frasco de vidro com formol, homem com perna amputada, mulher com câncer terminal no leito hospitalar de morte, ratos e baratas mortas em decorrência das 4700 substâncias químicas usadas na composição do cigarro, e as mais cruéis de todas as imagens, como a do cigarro com cinza curvada ou homem sentado, inconsolado, na cabeceira da cama, numa insensível demonstração de que fumar causa impotência sexual. Nem sei se esse mal já me abateu...
Acho que desde o início, a campanha para redução do hábito de fumar deveria ter sido focada no aumento de preço, pois esse negócio de mostrar imagens daquilo que já sabemos, não deixa de ser história para boi dormir e ralo de evasão do erário junto as agências de propaganda para fluxo de caixa em campanha eleitoral. Se o governo quisesse mesmo que a população reduzisse o consumo, era só ter centuplicado o preço dos impostos sobre os cigarros e pronto! Mas se tem uma questão que não me sai da cabeça é, se as pessoas parassem de fumar, onde o Governo arrumaria dinheiro para cobrir a redução de receita de IPI sobre carros e materiais de construção, ou mesmo como substituição ao CPMF, que inicialmente servia para a saúde?
Olha! Não sei se o consumo cairá com esse aumento ou se o contrabando aumentará para abaixar o preço no mercado paralelo. Não sei se traficantes de cigarro tomarão conta dos morros e se o crime organizado tomará conta das fronteiras como na lei seca norte-americana. Só sei que parei de fumar e se outros quiserem seguir meu conselho fiquem a vontade. Mas advirto aos mais próximos, que estarei entrando na fase de abstinência e desintoxicação, o que significa que ficarei proporcionalmente ainda mais irritado do que já sou, sensivelmente mais tenso e ansioso do que já sou, incomensuravelmente menos paciente do que já sou e indiscutivelmente gordo, coisa que ainda não sou. No entanto, também ficarei mais saudável, cheiroso, socialmente aceitável em todos os lugares, politicamente correto e mais sensivelmente mais abastado, o que, quem sabe, possibilite que nesse final de semana santa eu decida comprar um carro ou me aventurar na construção de uma casa mais barata a custa dos resistentes fumantes, afinal, queimar dinheiro deveria ser procedimento exclusivo ao Banco Central, responsável por tirar papel moeda velha de circulação. Com meu dinheiro virando cinza ninguém combaterá a crise internacional, tampouco a incompetência administrativa do setor público. E tenho dito! A propósito: alguém tem uma bala ai?
Dizem que os adornos surgiram ainda na pré-história da humanidade. Ninguém sabe, ninguém viu, mas artefatos, sempre achados em escavações ou urnas funerárias, sugerem que há muito tempo o ser humano adora se enfeitar com peças dos mais deferentes materiais. Parece uma necessidade da civilização, qualquer que seja sua raça ou etnia, usar penduricalhos espalhados pelo corpo, como se isso servisse de âncora para alguma coisa.
O mundo evoluiu, os adornos pessoais ganharam escala de produção incalculável para atender todo tipo de público e gosto, mas por incrível que pareça, sempre é possível inovar sua individualidade com algo que está próximo.
Um ex-colega de Arquitetura, com aptidão para design de jóias – e nem sei o que acabou vingando na vida do rapaz -, vivia a aparecer com objetos do dia-a-dia usados como enfeites pessoas. Se marcar, foi ele que lançou a moda de ganchos de alpinismos usados como chaveiro. Para ele, um fixador para mangueira de gás virou um anel em seu dedo. Depois um clips, na maior, virou um brinco, assim como outras inovações apareciam vez ou outra. O ser humano adora se enfeitar ou enfeitar algo de sua propriedade. Muito antes da arquitetura, ainda na minha adolescência, a moda era pegar pedaços de acrílico transparente e criar pequenas pranchinhas de surf para colares. Usei vários. Depois veio a moda de trançar pulseirinhas usando uma tábua com pregos. Os mais antigos sabem do que estou a falar. Virou verdadeira febre. Mas todos esses casos eram criações espontâneas de artesãos enrustidos...
Mas a tecnologia chegou e criou um novo tipo de artesanato. Já foi o tempo das pessoas ficarem a trocar desesperadamente capinhas de celular originais pretas de fábrica, por modelos coloridinhos que melhor representavam a maneira despojada da pessoa enxergar o mundo. A indústria percebeu isso e agora lança modelos fashion 24 horas por dia. Já existiu também a onda de enfeites de celular a acenderem toda vez que uma ligação chegava no aparelhinho. Mas essa não foi muito longe eu acho. Porém, a indústria percebeu a necessidade humana e criou musiquinhas, luzezinhas a piscar e vibra-call para atender essa demanda. Por isso se chama capitalismo. Percebem nichos de mercado e ganham grana com a necessidade humana de chamar a atenção.
Mais recentemente vieram os pen-drives quadradrões de fábrica que agora se tornam a grande febre do momento. Numa pesquisa rápida na internet é possível constatar até pen-drive como prótese de dedo. A pessoa sem um dedo da mão coloca essa prótese e literalmente pode enfiar o dedo na entrada USB. Quase um Robocop. Mas o engraçado não são os diferentes pen-drives, nem sua capacidade de armazenamento que vive a crescer astronomicamente. Não! Pen-drives viraram adornos também, geralmente presos a um zíper pendurado como colar no pescoço. Ah! Zíper já foi exclusivo para calças, mas alguém percebeu que ele podia virar colar. Talvez seja obra de meu amigo de arquitetura. Sei lá! Qualquer dia alguém terá a brilhante idéia de transformar sapato em aparelho celular. Não, não! Essa idéia já foi utilizada pelo Agente 86. Alguém lembra dele?
Hoje é o dia em que o Sol passa exatamente em cima da linha imaginária do Equador, ou seja, um dia com exatas 12 horas iluminadas e 12 horas sombrias, para quem vive nessa zona de transposição entre os hemisférios. Meu caso. É o equinócio.
Então! Pensando nesse momento astronômico, com profunda reflexão, cheguei a conclusão que nem o Sol fica por aqui muito tempo. Mesmo quando está próximo o suficiente para indicar que não está nem para lá, nem para cá, o máximo que ele consegue ficar geoestacionário sobre a linha imaginária são exatas doze horas.
Oras! Se o Sol que é o Sol não consegue se estabelecer muito tempo próximo deste meio infernal, por que eu teria que aguentar mais que isso?
O setor de achados e perdidos está repleto de objetos, às vezes inutitados. Estações de trem e Metrô, rodoviárias, lojas e prédios de grande circulação de pessoas vivem com a dificuldade de encontar os verdadeiros donos. Tal já vivam inclusive com a polêmica acerca da existência física ou não desses esquecidos proprietários neste plano. É o legado deixado por pessoas que perderam a vida antes de recuperar alguma coisa perdida e encontrada por outro alguém. Pátios de DETRAN, espalhados pelo Brasil, certamente convivem diariamente com carros que não pertencem a mais ninguém, pois seus donos morreram em acidentes.
A internet - com zilhões de emails reais e outros zilhões de pseudonominais, páginas e mais páginas de Blogs, Orkuts, FaceBooks, Picasas, Fotologs, Sites Pessoais e outros Logs, além de contas e mais contas de MSN, Skype, Gtalk, RadiusIM e outrocentos semelhantes – já vive o mesmo drama real, de pessoas a morrerem e ninguém para eliminar seu endereço digital. Até porque ninguém sabe quantos emails e páginas irreais um ser humano tem, e mesmo que soubessem, não teriam a chave de acesso para excluir todo o conteúdo. Isso caso pudessem excluir, pois se assim fizessem, poderiam ser processados por invasão de informação alheia. Olha a confusão...
A verdade é que a internet está repleta de fantasmas, ou seja, nem no mundo virtual o ser humano conseguiu eliminar a mesma ordem natural. Os fantasmas existem. Aqueles que partiram desse plano e deixaram para trás outros planos, inclusive de manterem atualizados diariamente seus dados e novas fotos digitais padrão ORKUT, conseguem ainda ser acessados por visitantes que deixam mensagens, mandam depoimentos ou utilizam-se da infinita relação de 1.297.456 amigos que o falecido tinha no site de relacionamento.
Então cuidado. Pode chegar o dia de você se deparar com um fantasma no Orkut e nem saber disso. Talvez o ache uma gracinha e decida mandar um convite de amizade a fim de estabelecer contato e os cambau. O pior será se ele responder a sua solicitação e marcar um encontro. Mas pior mesmo será se você topar o convite, afinal, nessas horas, nunca saberemos se o fantasma descerá ao nosso plano ou se nos levará para o dele. Melhor não arriscar com desconhecidos...
Duas bicicletas a se chocarem num cruzamento onde mal passa carro a cada uma hora. Improvável, mas perfeitamente rotineiro. Pelo menos nas cidades onde existem mais bicicletas do que automóveis e nas quais o ordenamento do trânsito efetivamente não existe. Dois aviões a se chocarem em pleno voo. Quase impossível, mas perfeitamente factível. Pelo menos nos espaços aéreos onde a cobertura de sinal para celular é infinitamente maior do que a de radares a controlar aeronaves em aerovias nacionais. Dois satélites a se chocarem em pleno espaço. Caracas! Isso é achar agulha no palheiro. Pelo menos isso é coisa mais normal do que se imagina, tendo em vista que estamos poluindo inclusive as órbitas ao redor da Terra. E aconteceu há questão de dias. Naquela imensidão, dois satélites simplesmente colidiram. Dois submarinos nucleares a se chocarem nas profundezas do oceano finito, mas aparentemente sem fim. Essa é de doer. Acho que pior que achar uma agulha no palheiro, pois satélites em órbita não possuem radares para detectar outros satélites em rota de colisão e desviar. Pelo menos imagino que não, mas submarinos possuem, e ainda assim bateram. Isso na madrugada de hoje. E submarinos nucleares... Estava eu pensando no “fracasso” do acelerador de partículas. Anos e mais anos construindo um círculo quilométrico com milhões de tubos e circuitos eletrônicos sem fim, além de bilhões de euros. Precisava apenas, o grupo de renomados cientistas, colocar dois prótons nas mãos de dois ciclistas macapaenses ou atribuído a operação do monumental equipamento de aceleração aos controladores de voo da aeronáutica brasileira, aos estrategistas de rotas de satélite da NASA ou aos operadores de radar de submarinos nucleares – esses os mais adequados -, e teriam conseguido chocar todas as partículas que quisessem.
Hoje é dia da minha sogra ir me visitar em casa. Toda sexta-feira 13 á assim. Ela sai lá dos confins do judas só para me infernizar. Daí, além de sal grosso e muita água corrente, não me resta outra alternativa a não ser arrumar minhas coisas, viajar para as montanhas, chamar pelo Jason no lago e quem sabe, se o IBAMA também não infernizar, devastarmos umas árvores brincando com a motosserra. O Jason é bem diferente da minha sogra. Com ele eu me divirto...
Cientistas querem sucumbir o direito universal que todo ser humano tem de levar pelos menos uma descarga elétrica na vida, seja trocando um chuveiro 220V quando adulto ou enfiando o dedo na tomada enquanto criança. Querem privar as pessoas da energética sensação de levar um choque e ficar conectado numa fiação elétrica, mesmo que apenas um segundo, tempo suficiente para sentirmos toda aquela força circulando em nosso organismo e nos recarregando de energia para ficarmos ligados durante o dia. Uma energia positiva em meio a tanta negatividade a pairar pelo ar.
Como a única lei que entendo sobre eletricidade é aquela que me obriga a pagar meu consumo de energia todo começo de mês, informo que, para escrever parte deste texto, não invadi minha memória mais profunda, a procura de informações existentes entre bilhões de ligações elétricas de meus também bilhões de neurônios. Fui no Wikipédia e deu-se a luz...
Lei de Coulomb, Lei de Gauss, Lei de Ampère, Lei de Lenz, Lei de Biot-Savart, Força de Lorentz, Lei de Faraday-Neumann-Lenz, Equações de Maxwell, eletrostática, eletrodinâmica, eletromagnetismo, voltagem, prótons, elétrons, tomadas, lâmpadas, interruptores, pift paft pum...
Leis e mais leis da física, mas confesso que ainda sou meio cético com algumas notícias sobre inovações tecnológicas ou novas descobertas da ciência que podem transformar nossas vidas, afinal, não dá para acreditar em tudo que se ouve por ai, em especial sobre eletricidade e principalmente quando a fonte não é Benjamin Franklin ou Tales de Mileto, digamos o primeiro a perceber certa energia existente no ar...
Mas no William Bonner eu acredito e espero que a Fátima Bernardes também. Até porque ouvi através da televisão. Passou para milhões de brasileiros e certamente já foi veiculada em outras emissoras internacionais, através de ondas e mais ondas, energia e mais energia, para outros tantos bilhões de telespectadores pelo mundo. Certamente aqueles que ainda vivem a base de vela não ficaram sabendo e certamente não ficarão ainda por muito tempo, mas acabaram de inventar a transmissão de energia elétrica sem fio.
Nada de ficar empinando pipa para levar um raio em dia de tempestade. Nada de fio de cobre descascado para levar choque enquanto arruma a tomada do secador que sua filha não desliga nem a pau. Nada de aparelho elétrico jogado na banheira para eliminar o aquela pessoa simpática que você quer que visite Jesus mais cedo. Nada de cadeira elétrica para despachar inocentes condenados a morte. Nada de tortura com fio descascado, espelho d’água e pés descalços no chão. Nada de condução elétrica por qualquer meio físico passível de transmissão elétrica. Nada de choque. Nada! O único choque a continuar nos afligir será da conta de energia no fim do mês...
Pelo menos foi isso que eu vi numa matéria que falava sobre a Feira de Las Vegas, evento que serve para ditar a prospecção tecnológica do futuro. Um tipo de São Paulo Fashion Week para tendências evolutivas do modo de vida da sociedade.
Confesso que já não duvido de mais nada agora. Até energia será conduzida por onda. Foi-se a época que somente navio, garrafa de naufrago perdido numa ilha deserta e surfista no Hawai eram conduzidos por ondas.
Parece ser um processo de transmissão eletromagnética, via onda, que poderá, inclusive, carregar baterias de celular, controle remoto, mp9 e os cambau a distância. Primeiro foi o radinho de pilha a perder o fio elétrico, depois foi o controle remoto da TV. Mais tarde foi o telefone a perder o fio ligado ao fio da linha, para depois virar celular completamente sem fio, inclusive de fio de linha. Já existe rede de computadores sem fio e nem o fio de navalha existe mais, pois agora é prestobarba.
A continuar assim, com tanta onda de TV, Rádio Amador, AM, FM, celular, dados e agora eletricidade, qualquer hora haverá uma tsuname no ar. O espaço aéreo definitivamente terá que ser controlado pela Marinha. Acho até que, qualquer hora, paraquedista poderá se intitular surfista, tamanha a quantidade de ondas que vai pegando durante a queda. Só tomem cuidado com a onda de energia elétrica.
Até sexo via ondas já existe. Você pode chegar ao clímax através do celular, obviamente com mocréais se passando por gatinhas deliciosas do outro lado da linha, ou através de salas de bate-papo, sorrateiramente com homens tarados se passando por mulheres na outra ponta da conexão, que você que existem, mas acha que nunca irá acontecer com você...
Digamos a verdade. Com essa onda de tudo via ondas, o mundo está ficando sem graça...
Certamente inúmeras pessoas escreveram e publicaram na mídia impressa, digital e eletrônica, alguma referência textual referente a posse de Barack, o Brahma. Assim, não me senti a vontade, no dia de ontem, de ser mais um blogueiro na multidão de comentaristas, colunistas, jornalistas, cartunistas, adventistas, católicos, judeus e ortodoxos, a mencionar qualquer coisa que seja sobre o grande líder da maior potencia mundial, que assume o poder em meio a maior crise mundial desencadeada pela própria potência, durante a gestão mundial do anterior grande líder da maior potência mundial, além de excelente contorcionista esquivador de sapatos doados pela multidão.
O grande "barack" de escrever com um dia de retardo é poder manifestar o que ainda não comentaram sobre o Oscar, digo, Obama. O que parece ser uma missão quase impossível. Então, para não me tornar repetitivo em meio a elogios, difamações, ataques e defesas sobre o Grande Barack, só me resta optar por uma linha discursiva mais irônica sobre a festa, afinal, depois de qualquer maravilhoso jantar de casamento, sempre existem os convidados que metem o pau em alguma coisa. Você pode servir o legítimo Champagne francês, o Caviar do verdadeiro esturjão do Mar Cáspio, o incomparável camarão rosa quase do tamanho de uma lagosta, além da própria, mesmo durante o período de defeso, enfim, pode servir do bom e do melhor, que certamente alguém comentará sobre o pão levemente passado dos canapés ou da azeitona que estava salgada demais. É uma regra sentar a pua na festa dos outros. Então farei minha parte sobre o American Big Show.
Vou começar pela quantidade de público presente. Ouvi dizer que eram cerca de 2 milhões de pessoas. Isso é uma mentira! Espectadores mesmo, aqueles cidadãos espontâneos à procura do melhor ângulo do Barack, deviam ser metade disso, pois a outra metade era de agentes do FBI, CIA e outras agências norte-americanas, além da Guarda Nacional, Polícia local e seguranças de lojas de departamento contratados para o evento. Ah! Nessa metade certamente também tinham membros da Al Qaeda, Fatah ak Islam, Hezbollah, Hamas, Neo-Nazistas, Khmer Vermelho, Sendero Luminoso, as Farc, IRA, Talibãs, PCC, Comando Vermelho, Grupo da Luluzinha e não poderia deixar de mencionar, a inesquecível OMO Total Ku Klux Klan, que certamente ficou bem a vontade durante o juramento presidencial.
O espaço aéreo de Washington estava completamente fechado para a aviação civil, o que sugere afirmar que ontem estavam abatendo até moscas em pleno em voo. Pobres pombos que saíram à procura de alimento para seus filhotes não retornaram para o ninho e deixaram um legado de orfandade de milhares de filhotes que terá que ser resolvido pelo novo presidente, e com certa urgência, senão Washington vai feder. Ouso afirmar que até a grande águia americana, inexorável símbolo da nação imperialista, não seria poupada caso decidisse dar uma "sobrevoadinha" sobre Obama. Talvez por receio de ela cagar sobre ele ou ser uma simples mula de bomba. Ué! Se existe pombo correio e mandam Antrax através de cartas, porque não bombas através de águias. Tenho certa lógica. Baratas devem ter sido sumariamente pisoteadas e qualquer artefato na mão da multidão que lembrasse um simples estilingue, deve ter sido alvo de atiradores de elite espalhados por todas as partes.
Ontem foi uma festa para o arsenal americano. Uma posse que serviu para informar ao mundo o seguinte: nós fodemos com vocês, mas ainda somos de foder. O problema nessas horas não é o "the day after", mas sei lá quantos "after, before the end".
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