CoSmO eM eStAdO cRôNiCo


14/05/2009


O mínimo pode virar máximo

Under Construction

Escrito por paulo cosmo às 13h47
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06/05/2009


Decidiu ir para o Céu dos Cachorros...

Não há outra explicação e de duas uma: minha cachorra não gostou das instalações da casa nova e decidiu se mudar sem lse despedir, ou simplesmente quis se aventurar fora do portão e ir além do Condomínio para ampliar seus horizontes. Eu sei como é isso. Vivo querendo transpor o limite territorial que me prende aqui, nesse lugar onde o meio significa fquase fim. Eu imagino a angústia da cachorra em se ver presa num lugar que não era originalmente seu. Eu sei o quão difícil é viver num lugar estranho...

Mas os índices não mentem e o trãnsito é implacável para os mais desavisados, pois os carros não perdoam cachorros inocentes, sem malícia,  perdidos fora de casa, bobos que só, bravos somente dentro do portão, cuidados com a dedicação doméstica que às vezes falha, mas nem sempre mata. A via expressa que dá acesso ao Condomínio, ainda em evolução arquitetônica, foi cruel com minha cachorra e agora - creio eu - que ela descanse em paz no céu dos cachorros abatidos, junto com tantos outros sem dono e quem sabe alguns viralatas que já tentaram usurpar de sua virgindade ou inocência vadia por entre a fresta da grade da antiga casa. Safados viralatas que doidos por uma saia no cio, não olharam para os lados ao atravessar outras vias e também foram atropelados sem perceberem.

Não pensei que eu sentiria tanto isso. Apesar da indiscutível dedicação que essa cadela dispendeu para mim, fizesse sol ou fizesse chuva, eu estando de bom ou mau humor, querendo ou não sua companhia, chutando a cadela mesmo quando ela queria só companhia, pensava eu, em todo meu auto-conhecimento superior: é só um cachorro e o dia que se for não estarei nem aí.

É só um cachorro! É só! É só... E só tambem, um dia nos veremos fiel e dedicada Kiara.

Dizem que um cachorro é uma parte de seu dono. Bem! Hoje morri um pouco. Então, guarde um canto de chão para mim para quando eu chegar por ai, pois aqui já compartilhamos muitas vezes o mesmo, apesar do meu ser do lado de dentro de casa. Mas o chão de  merda desse lugar maldito é o mesmo estando coberto ou a céu aberto. A céu aberto para todos ou simplesmente coberto por sete palmos de chão...

Escrito por paulo cosmo às 17h54
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29/04/2009


H1N1

Pronto! Agora é a gripe suina a bater na porta da economia mundial e colocar em estado de sítio nações inteiras. Fronteiras em alerta, vistos não-autorizados, voos vazios e comércio bloqueado. Os crises virais são cíclicas. Não demora muito e vez ou outra somos abatidos por um vírus mutante, um rotavírus, um vírus microscópico, mas avassalador.

Não faz tanto tempo assim que a gripe aviária assolou os mercados internacionais e colocou milhões a respirarem através das mesmas máscaras que agora começam a desaparecer das prateleiras mundias em face da gripe mexicana. Que de suína só tem a origem. Nada de exclusividade latina, mas também americana. EUA não conseguiram bloquear sua invasão pelas fronteiras. Sem esquecer da vaca louca, uma mimosa inglesa, francesa ou italiana - sei lá - que não sendo humana dizimou somente milhares de vaquinhas e colocou em xeque o verdadeiro controle das barreiras sanitátias existentes entre os países, afinal, vírus não respeita fronteiras geográficas, pois não respeita nem máscara furada.

Ah vírus! Sempre um gripal associado a um nobre animal de nosso cardápio internacional. Gripes e mais gripes a fazerem o espirro parecer arma mortal. Pessoas nas ruas a fugirem de gripados, constipados, narizes vermelhos e simples pigarros de cigarro, como se o autor quisesse lhes dizimar a existência, passando um vírus não convencional. Agora é vírus espírito de porco...

Mas existe um vírus mais mortal e desumano, associado ao mais comum dos animais. Aquele onde uns animais norte-americanos, desrespeitando fronteiras, barreiras e máscaras de contenção, fizeram o mundo gemer por conta de umas hipotecas microscópicas, dizendo assim aos quatro ventos:  agora é vírus de bruços e vai sobrar no de todo mundo.

E nosso querido Lula deve estar mais ou menos assim: faço alarde e sou chamado de pessimista pela oposição ou digo que essa gripe vai passar em uma semana e acabam comparando com aquela marolinha de merda que veio como uma tsuname...

Escrito por paulo cosmo às 13h35
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09/04/2009


 

Há exatos cinco minutos fumei meu último cigarro. Definitivamente parei de fumar, afinal, com o mais recente incentivo governamental imposto aos fumantes, no intuito de darem sua cota de sacrifício contra a crise mundial, eu já havia decidido que só fumaria enquanto durassem os estoques com preços velhos. E parece que ontem os estoques acabaram, pois o preço do cigarro disparou. Como não estou a fim de ajudar pessoas a comprarem carros populares com redução de IPI, o que faz abaixar também o preço dos carros de luxo para os mais abastados, tampouco colaborar com o crescimento da construção civil, inclusive para ricos e famosos em seus condomínios de luxo e altas mansões, não me resta outra alternativa senão dizer adeus a esse hábito que me acompanha desde que perdi o juízo.

 

Sabe! Ontem, após deixar R$ 5,00 num maço de Marlboro, cheguei à conclusão que a melhor campanha que o Governo poderia ter feito – há anos - contra o tabagismo era realmente aumentar descaradamente o preço do cigarro, pois não adiantou constrager fumantes impedindo-os de fumarem em lugares fechados, tampouco amendrontar com aquelas fotos manjadas no verso dos maços. Parece que não reduziram o consumo, nem impediram o ingresso de mais pessoas ao vício. Simplesmente não adiantou exibir feto abortado em frasco de vidro com formol, homem com perna amputada, mulher com câncer terminal no leito hospitalar de morte, ratos e baratas mortas em decorrência das 4700 substâncias químicas usadas na composição do cigarro, e as mais cruéis de todas as imagens, como a do cigarro com cinza curvada ou homem sentado, inconsolado, na cabeceira da cama, numa insensível demonstração de que fumar causa impotência sexual. Nem sei se esse mal já me abateu...

 

Acho que desde o início, a campanha para redução do hábito de fumar deveria ter sido focada no aumento de preço, pois esse negócio de mostrar imagens daquilo que já sabemos, não deixa de ser história para boi dormir e ralo de evasão do erário junto as agências de propaganda para fluxo de caixa em campanha eleitoral. Se o governo quisesse mesmo que a população reduzisse o consumo, era só ter centuplicado o preço dos impostos sobre os cigarros e pronto! Mas se tem uma questão que não me sai da cabeça é, se as pessoas parassem de fumar, onde o Governo arrumaria dinheiro para cobrir a redução de receita de IPI sobre carros e materiais de construção, ou mesmo como substituição ao CPMF, que inicialmente servia para a saúde?

 

Olha! Não sei se o consumo cairá com esse aumento ou se o contrabando aumentará para abaixar o preço no mercado paralelo. Não sei se traficantes de cigarro tomarão conta dos morros e se o crime organizado tomará conta das fronteiras como na lei seca norte-americana. Só sei que parei de fumar e se outros quiserem seguir meu conselho fiquem a vontade. Mas advirto aos mais próximos, que estarei entrando na fase de abstinência e desintoxicação, o que significa que ficarei proporcionalmente ainda mais irritado do que já sou, sensivelmente mais tenso e ansioso do que já sou, incomensuravelmente menos paciente do que já sou e indiscutivelmente gordo, coisa que ainda não sou. No entanto, também ficarei mais saudável, cheiroso, socialmente aceitável em todos os lugares, politicamente correto e mais sensivelmente mais abastado, o que, quem sabe, possibilite que nesse final de semana santa eu decida comprar um carro ou me aventurar na construção de uma casa mais barata a custa dos resistentes fumantes, afinal, queimar dinheiro deveria ser procedimento exclusivo ao Banco Central, responsável por tirar papel moeda velha de circulação. Com meu dinheiro virando cinza ninguém combaterá a crise internacional, tampouco a incompetência administrativa do setor público. E tenho dito! A propósito: alguém tem uma bala ai?

Escrito por paulo cosmo às 16h02
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23/03/2009


Agente 86

Dizem que os adornos surgiram ainda na pré-história da humanidade. Ninguém sabe, ninguém viu, mas artefatos, sempre achados em escavações ou urnas funerárias, sugerem que há muito tempo o ser humano adora se enfeitar com peças dos mais deferentes materiais. Parece uma necessidade da civilização, qualquer que seja sua raça ou etnia, usar penduricalhos espalhados pelo corpo, como se isso servisse de âncora para alguma coisa.

 

O mundo evoluiu, os adornos pessoais ganharam escala de produção incalculável para atender todo tipo de público e gosto, mas por incrível que pareça, sempre é possível inovar sua individualidade com algo que está próximo.

 

Um ex-colega de Arquitetura, com aptidão para design de jóias – e nem sei o que acabou vingando na vida do rapaz -, vivia a aparecer com objetos do dia-a-dia usados como enfeites pessoas. Se marcar, foi ele que lançou a moda de ganchos de alpinismos usados como chaveiro. Para ele, um fixador para mangueira de gás virou um anel em seu dedo. Depois um clips, na maior, virou um brinco, assim como outras inovações apareciam vez ou outra. O ser humano adora se enfeitar ou enfeitar algo de sua propriedade. Muito antes da arquitetura, ainda na minha adolescência, a moda era pegar pedaços de acrílico transparente e criar pequenas pranchinhas de surf para colares. Usei vários. Depois veio a moda de trançar pulseirinhas usando uma tábua com pregos. Os mais antigos sabem do que estou a falar. Virou verdadeira febre. Mas todos esses casos eram criações espontâneas de artesãos enrustidos...

 

Mas a tecnologia chegou e criou um novo tipo de artesanato. Já foi o tempo das pessoas ficarem a trocar desesperadamente capinhas de celular originais pretas de fábrica, por modelos coloridinhos que melhor representavam a maneira despojada da pessoa enxergar o mundo. A indústria percebeu isso e agora lança modelos fashion 24 horas por dia. Já existiu também a onda de enfeites de celular a acenderem toda vez que uma ligação chegava no aparelhinho. Mas essa não foi muito longe eu acho. Porém, a indústria percebeu a necessidade humana e criou musiquinhas, luzezinhas a piscar e vibra-call para atender essa demanda. Por isso se chama capitalismo. Percebem nichos de mercado e ganham grana com a necessidade humana de chamar a atenção.

 

Mais recentemente vieram os pen-drives quadradrões de fábrica que agora se tornam a grande febre do momento. Numa pesquisa rápida na internet é possível constatar até pen-drive como prótese de dedo. A pessoa sem um dedo da mão coloca essa prótese e literalmente pode enfiar o dedo na entrada USB. Quase um Robocop. Mas o engraçado não são os diferentes pen-drives, nem sua capacidade de armazenamento que vive a crescer astronomicamente. Não! Pen-drives viraram adornos também, geralmente presos a um zíper pendurado como colar no pescoço. Ah! Zíper já foi exclusivo para calças, mas alguém percebeu que ele podia virar colar. Talvez seja obra de meu amigo de arquitetura. Sei lá!  Qualquer dia alguém terá a brilhante idéia de transformar sapato em aparelho celular. Não, não! Essa idéia já foi utilizada pelo Agente 86. Alguém lembra dele?

Escrito por paulo cosmo às 11h32
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20/03/2009


Equinócio

 

Hoje é o dia em que o Sol passa exatamente em cima da linha imaginária do Equador, ou seja, um dia com exatas 12 horas iluminadas e 12 horas sombrias, para quem vive nessa zona de transposição entre os hemisférios. Meu caso. É o equinócio.

 

Então! Pensando nesse momento astronômico, com profunda reflexão, cheguei a conclusão que nem o Sol fica por aqui muito tempo. Mesmo quando está próximo o suficiente para indicar que não está nem para lá, nem para cá, o máximo que ele consegue ficar geoestacionário sobre a linha imaginária são exatas doze horas.

 

Oras! Se o Sol que é o Sol não consegue se estabelecer muito tempo próximo deste meio infernal, por que eu teria que aguentar mais que isso?

Escrito por paulo cosmo às 14h53
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Internet mal Assombrada

O setor de achados e perdidos está repleto de objetos, às vezes inutitados. Estações de trem e Metrô, rodoviárias, lojas e prédios de grande circulação de pessoas vivem com a dificuldade de encontar os verdadeiros donos. Tal já vivam inclusive com a polêmica acerca da existência física ou não desses esquecidos proprietários neste plano. É o legado deixado por pessoas que perderam a vida antes de recuperar alguma coisa perdida e encontrada por outro alguém. Pátios de DETRAN, espalhados pelo Brasil, certamente convivem diariamente com carros que não pertencem a mais ninguém, pois seus donos morreram em acidentes.

 

A internet - com zilhões de emails reais e outros zilhões de pseudonominais, páginas e mais páginas de Blogs, Orkuts, FaceBooks, Picasas, Fotologs, Sites Pessoais e outros Logs, além de contas e mais contas de MSN, Skype, Gtalk, RadiusIM e outrocentos semelhantes – já vive o mesmo drama real, de pessoas a morrerem e ninguém para eliminar seu endereço digital. Até porque ninguém sabe quantos emails e páginas irreais um ser humano tem, e mesmo que soubessem, não teriam a chave de acesso para excluir todo o conteúdo. Isso caso pudessem excluir, pois se assim fizessem, poderiam ser processados por invasão de informação alheia. Olha a confusão...

 

A verdade é que a internet está repleta de fantasmas, ou seja, nem no mundo virtual o ser humano conseguiu eliminar a mesma ordem natural. Os fantasmas existem. Aqueles que partiram desse plano e deixaram para trás outros planos, inclusive de manterem atualizados diariamente seus dados e novas fotos digitais padrão ORKUT, conseguem ainda ser acessados por visitantes que deixam mensagens, mandam depoimentos ou utilizam-se da infinita relação de 1.297.456 amigos que o falecido tinha no site de relacionamento.

 

Então cuidado. Pode chegar o dia de você se deparar com um fantasma no Orkut e nem saber disso. Talvez o ache uma gracinha e decida mandar um convite de amizade a fim de estabelecer contato e os cambau. O pior será se ele responder a sua solicitação e marcar um encontro. Mas pior mesmo será se você topar o convite, afinal, nessas horas, nunca saberemos se o fantasma descerá ao nosso plano ou se nos levará para o dele. Melhor não arriscar com desconhecidos...

Escrito por paulo cosmo às 14h43
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16/02/2009


Êta mundinho pequeno.

Duas bicicletas a se chocarem num cruzamento onde mal passa carro a cada uma hora. Improvável, mas perfeitamente rotineiro. Pelo menos nas cidades onde existem mais bicicletas do que automóveis e nas quais o ordenamento do trânsito efetivamente não existe. Dois aviões a se chocarem em pleno voo. Quase impossível, mas perfeitamente factível. Pelo menos nos espaços aéreos onde a cobertura de sinal para celular é infinitamente maior do que a de radares a controlar aeronaves em aerovias nacionais. Dois satélites a se chocarem em pleno espaço. Caracas! Isso é achar agulha no palheiro. Pelo menos isso é coisa mais normal do que se imagina, tendo em vista que estamos poluindo inclusive as órbitas ao redor da Terra. E aconteceu há questão de dias. Naquela imensidão, dois satélites simplesmente colidiram. Dois submarinos nucleares a se chocarem nas profundezas do oceano finito, mas aparentemente sem fim. Essa é de doer. Acho que pior que achar uma agulha no palheiro, pois satélites em órbita não possuem radares para detectar outros satélites em rota de colisão e desviar. Pelo menos imagino que não, mas submarinos possuem, e ainda assim bateram. Isso na madrugada de hoje. E submarinos nucleares... Estava eu pensando no “fracasso” do acelerador de partículas. Anos e mais anos construindo um círculo quilométrico com milhões de tubos e circuitos eletrônicos sem fim, além de bilhões de euros. Precisava apenas, o grupo de renomados cientistas, colocar dois prótons nas mãos de dois ciclistas macapaenses ou atribuído a operação do monumental equipamento de aceleração aos controladores de voo da aeronáutica brasileira, aos estrategistas de rotas de satélite da NASA ou aos operadores de radar de submarinos nucleares – esses os mais adequados -, e teriam conseguido chocar todas as partículas que quisessem.

Escrito por paulo cosmo às 14h00
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13/02/2009


Hoje é dia da minha sogra ir me visitar em casa. Toda sexta-feira 13 á assim. Ela sai lá dos confins do judas só para me infernizar. Daí, além de sal grosso e muita água corrente, não me resta outra alternativa a não ser arrumar minhas coisas, viajar para as montanhas, chamar pelo Jason no lago e quem sabe, se o IBAMA também não infernizar, devastarmos umas árvores brincando com a motosserra. O Jason é bem diferente da minha sogra. Com ele eu me divirto...

Escrito por paulo cosmo às 18h25
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27/01/2009


O último apague a luz

Cientistas querem sucumbir o direito universal que todo ser humano tem de levar pelos menos uma descarga elétrica na vida, seja trocando um chuveiro 220V quando adulto ou enfiando o dedo na tomada enquanto criança. Querem privar as pessoas da energética sensação de levar um choque e ficar conectado numa fiação elétrica, mesmo que apenas um segundo, tempo suficiente para sentirmos toda aquela força circulando em nosso organismo e nos recarregando de energia para ficarmos ligados durante o dia. Uma energia positiva em meio a tanta negatividade a pairar pelo ar.

Como a única lei que entendo sobre eletricidade é aquela que me obriga a pagar meu consumo de energia todo começo de mês, informo que, para escrever parte deste texto, não invadi minha memória mais profunda, a procura de informações existentes entre bilhões de ligações elétricas de meus também bilhões de neurônios. Fui no Wikipédia e deu-se a luz...

Lei de Coulomb, Lei de Gauss, Lei de Ampère, Lei de Lenz, Lei de Biot-Savart, Força de Lorentz, Lei de Faraday-Neumann-Lenz, Equações de Maxwell, eletrostática, eletrodinâmica, eletromagnetismo, voltagem, prótons, elétrons, tomadas, lâmpadas, interruptores, pift paft pum...

Leis e mais leis da física, mas confesso que ainda sou meio cético com algumas notícias sobre inovações tecnológicas ou novas descobertas da ciência que podem transformar nossas vidas, afinal, não dá para acreditar em tudo que se ouve por ai, em especial sobre eletricidade e principalmente quando a fonte não é Benjamin Franklin ou Tales de Mileto, digamos o primeiro a perceber certa energia existente no ar...

Mas no William Bonner eu acredito e espero que a Fátima Bernardes também. Até porque ouvi através da televisão. Passou para milhões de brasileiros e certamente já foi veiculada em outras emissoras internacionais, através de ondas e mais ondas, energia e mais energia, para outros tantos bilhões de telespectadores pelo mundo. Certamente aqueles que ainda vivem a base de vela não ficaram sabendo e certamente não ficarão ainda por muito tempo, mas acabaram de inventar a transmissão de energia elétrica sem fio.

Nada de ficar empinando pipa para levar um raio em dia de tempestade. Nada de fio de cobre descascado para levar choque enquanto arruma a tomada do secador que sua filha não desliga nem a pau. Nada de aparelho elétrico jogado na banheira para eliminar o aquela pessoa simpática que você quer que visite Jesus mais cedo. Nada de cadeira elétrica para despachar inocentes condenados a morte. Nada de tortura com fio descascado, espelho d’água e pés descalços no chão. Nada de condução elétrica por qualquer meio físico passível de transmissão elétrica. Nada de choque. Nada! O único choque a continuar nos afligir será da conta de energia no fim do mês...

Pelo menos foi isso que eu vi numa matéria que falava sobre a Feira de Las Vegas, evento que serve para ditar a prospecção tecnológica do futuro. Um tipo de São Paulo Fashion Week para tendências evolutivas do modo de vida da sociedade.

Confesso que já não duvido de mais nada agora. Até energia será conduzida por onda. Foi-se a época que somente navio, garrafa de naufrago perdido numa ilha deserta e surfista no Hawai eram conduzidos por ondas.

Parece ser um processo de transmissão eletromagnética, via onda, que poderá, inclusive, carregar baterias de celular, controle remoto, mp9 e os cambau a distância. Primeiro foi o radinho de pilha a perder o fio elétrico, depois foi o controle remoto da TV. Mais tarde foi o telefone a perder o fio ligado ao fio da linha, para depois virar celular completamente sem fio, inclusive de fio de linha. Já existe rede de computadores sem fio e nem o fio de navalha existe mais, pois agora é prestobarba.

A continuar assim, com tanta onda de TV, Rádio Amador, AM, FM, celular, dados e agora eletricidade, qualquer hora haverá uma tsuname no ar. O espaço aéreo definitivamente terá que ser controlado pela Marinha. Acho até que, qualquer hora, paraquedista poderá se intitular surfista, tamanha a quantidade de ondas que vai pegando durante a queda. Só tomem cuidado com a onda de energia elétrica.

Até sexo via ondas já existe. Você pode chegar ao clímax através do celular, obviamente com mocréais se passando por gatinhas deliciosas do outro lado da linha, ou através de salas de bate-papo, sorrateiramente com homens tarados se passando por mulheres na outra ponta da conexão, que você que existem, mas acha que nunca irá acontecer com você...

Digamos a verdade. Com essa onda de tudo via ondas, o mundo está ficando sem graça...

Escrito por paulo cosmo às 13h54
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21/01/2009


The Day After Again

Certamente inúmeras pessoas escreveram e publicaram na mídia impressa, digital e eletrônica, alguma referência textual referente a posse de Barack, o Brahma. Assim, não me senti a vontade, no dia de ontem, de ser mais um blogueiro na multidão de comentaristas, colunistas, jornalistas, cartunistas, adventistas, católicos, judeus e ortodoxos, a mencionar qualquer coisa que seja sobre o grande líder da maior potencia mundial, que assume o poder em meio a maior crise mundial desencadeada pela própria potência, durante a gestão mundial do anterior grande líder da maior potência mundial, além de excelente contorcionista esquivador de sapatos doados pela multidão.


O grande "barack" de escrever com um dia de retardo é poder manifestar o que ainda não comentaram sobre o Oscar, digo, Obama. O que parece ser uma missão quase impossível. Então, para não me tornar repetitivo em meio a elogios, difamações, ataques e defesas sobre o Grande Barack, só me resta optar por uma linha discursiva mais irônica sobre a festa, afinal, depois de qualquer maravilhoso jantar de casamento, sempre existem os convidados que metem o pau em alguma coisa. Você pode servir o legítimo Champagne francês, o Caviar do verdadeiro esturjão do Mar Cáspio, o incomparável camarão rosa quase do tamanho de uma lagosta, além da própria, mesmo durante o período de defeso, enfim, pode servir do bom e do melhor, que certamente alguém comentará sobre o pão levemente passado dos canapés ou da azeitona que estava salgada demais. É uma regra sentar a pua na festa dos outros. Então farei minha parte sobre o American Big Show.


Vou começar pela quantidade de público presente. Ouvi dizer que eram cerca de 2 milhões de pessoas. Isso é uma mentira! Espectadores mesmo, aqueles cidadãos espontâneos à procura do melhor ângulo do Barack, deviam ser metade disso, pois a outra metade era de agentes do FBI, CIA e outras agências norte-americanas, além da Guarda Nacional, Polícia local e seguranças de lojas de departamento contratados para o evento. Ah! Nessa metade certamente também tinham membros da Al Qaeda, Fatah ak Islam, Hezbollah, Hamas, Neo-Nazistas, Khmer Vermelho, Sendero Luminoso, as Farc, IRA, Talibãs, PCC, Comando Vermelho, Grupo da Luluzinha e não poderia deixar de mencionar, a inesquecível OMO Total Ku Klux Klan, que certamente ficou bem a vontade durante o juramento presidencial.

 

O espaço aéreo de Washington estava completamente fechado para a aviação civil, o que sugere afirmar que ontem estavam abatendo até moscas em pleno em voo. Pobres pombos que saíram à procura de alimento para seus filhotes não retornaram para o ninho e deixaram um legado de orfandade de milhares de filhotes que terá que ser resolvido pelo novo presidente, e com certa urgência, senão Washington vai feder. Ouso afirmar que até a grande águia americana, inexorável símbolo da nação imperialista, não seria poupada caso decidisse dar uma "sobrevoadinha" sobre Obama. Talvez por receio de ela cagar sobre ele ou ser uma simples mula de bomba. Ué! Se existe pombo correio e mandam Antrax através de cartas, porque não bombas através de águias. Tenho certa lógica. Baratas devem ter sido sumariamente pisoteadas e qualquer artefato na mão da multidão que lembrasse um simples estilingue, deve ter sido alvo de atiradores de elite espalhados por todas as partes.


Ontem foi uma festa para o arsenal americano. Uma posse que serviu para informar ao mundo o seguinte: nós fodemos com vocês, mas ainda somos de foder. O problema nessas horas não é o "the day after", mas sei lá quantos "after, before the end".

 

Escrito por paulo cosmo às 13h58
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20/01/2009


Zona de Conflito

Autoridade e Estado. Palestinos e Israelenses. Alcorão e Velho Testamento. Despejados e Posseiros. Muçulmanos e Judeus. Árabes e o que mesmo? Dizem que no Brasil esses povos vivem em paz e que deveriam servir de exemplo positivo no intuito de propagar a idéia de convívio harmonioso entre as diferenças religiosas.

 

Bem! Parece que não é bem assim. Ontém observei que as diferenças existem aqui mesmo e que esse sentimento de solidariedade entre os homens é papo de Brasil politicamente correto. O mesmo discurso que prega não existir racismo no Brasil, pois somos uma miscigenação de raças. Oras! Deviam ter explicado isso aos dois debatedores que apareceram num programa de TV brasileira, que foram convidados para expor suas argumentações sobre o conflito. De um lado um pobre jovem judeu querendo mostrar a sobriedade de Israel em se defender de mísseis disparados contra "seu território" pelo Hamas e de outro lado uma senhora árabe querendo mostrar a sobriedade dos Palestinos em se defender da invasão territorial de Israel na Faixa de Gaza. Bom! O que pude perceber foi que, se estivessem armados naquele momento, ambos disparariam um contra o outro, ratificando a retórica que nunca existirá paz entre judeus e árabes.

 

Se lembrarmos que essa história começou no Egito e que naquela época os dominados eram os judeus, da para imaginar que chegou a vez do povo Palestino esperar por Moisés para sua libertação e condução dos libertados em direção a Terra Santa. Epa! Esqueci. Eles brigam pela Terra Santa... Pensando bem, acho que ainda existirão muitas pragas trocadas em fogo cruzado entre esses povos. As crianças mortas? Bem! São primogênitos inocentes que devem pagar o preço da liberdade, diriam os líderes de cada pedaço desse solo sagrado...

Escrito por paulo cosmo às 09h27
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31/12/2008


Retrospectiva. E 2008 acabou...

Bem, 2008, pra mim, foi um ano meio mussarela, meio calabresa, ou seja, nada tão diferente assim em comparação aos 2007 anos anteriores, eu acho. Algumas coisas novas aconteceram, outras velhas reprisaram e as horas foram passando, passando, passando, num insistente dia após o outro. A humanidade ficou mais velha, os computadores mais novos e as flores de plástico não morreram.

Morreram sim, muitos famosos e nasceram outros completamente desconhecidos, mas que também, em alguns casos, um dia se tornarão famosos, até que, num dado ano, também farão parte da retrospectiva daqueles que partiram. Quem sabe um futuro Presidente da República tenha nascido em 2008.

A Terra levou 365 dias e 6 horas para circular o Sol, mas essas horas adicionais somente serão computadas em 2010, ano de mais uma Copa do Mundo e outro ano bissexto, onde os nascidos no dia 29 de fevereiro serão jogados para 1 de março, igual ao que sempre acontece. Nesses 365 dias de - felizmente - ininterrupta translação da Terra, várias catástrofes aconteceram por aqui. Vendavais ali, terremotos acolá, tufões em alguns lugares, enchentes em outros e um turbilhão de acidentes naturais que viveram a infernizar a vida humana e dizimar algumas espécies da fauna e da flora mundial. A Terra está morrendo, mas as flores de plástico não morrem...

Eu! Bem... Eu não tenho muito a contar de 2008. Fiz xixi diariamente, meu intestino funcionou regularmente e consegui comer mais de duas refeições todos os dias. Acho que alguns dias comi até mais que duas. Na realidade, pensando nesse papo do intestino funcionar regularmente, acho que comi durante o ano umas quatro refeições ao dia, talvez até mais, o que me transformou num cagão de mão cheia. Cagão em todos os sentidos, mesmo quando o assunto não era refeição. A velhice que se junta a cada dia está me deixando cada vez mais cagão...

Sorri várias vezes, mas me irritei muito mais... Chorei por problemas grandes, mas confesso que também chorei por qualquer bobagem. Até por causa de novela eu chorei. Não por conta do capítulo em si, mas pelo fato de não ter o que fazer ou não querer fazer nada, ter que me sujeitar a assisti-lo. Ah! Como chorei... Acho que estou ficando velho. A bem da verdade, uma outra constatação: estou ficando velho.

Todo ano que passa eu fico mais velho. Possuo vários fios de cabelos brancos que não estavam lá no final de 2007 e começo a olhar para os fios pretos pensando se ainda estarão da mesma cor ao término de 2009. Na realidade, simplesmente gostaria que estivessem lá, pois a calvície avança sem parar... A barriga também avança, pois cansei de lutar contra a balança e todo o mundo não diet a me provocar diariamente. Mas as unhas encolheram, pois voltei a me mutilar vez ou outra, como num ritual de autoflagelação ou mero pagamento de penitência de promessas que nem sei se fiz. Mas se fiz, certamente não cumpri.

Ganhei dinheiro, mas perdi muito mais. A propósito: se alguém achar, por favor me devolva.

Fumei bem mais do que eu podia, tomei café bem mais do que eu devia e fiz sexo bem menos do que eu queria. Na realidade, nem sei mais se posso fazer tanto sexo assim.

Os livros que escrevi continuaram engavetados, meus blogs desatualizados e meus roteiros de cinema não filmados. Já disse uma vez e reafirmo, que a continuar assim, serei o maior escritor não publicado da história. Quem sabe meus herdeiros vivam de minhas obras póstumas. Seria legal um bisneto a ganhar dinheiro com minhas idéias, mas acho que seria bem mais significativo para ele se conseguisse galgar a própria vida com suas próprias idéias...

Em suma, 2008 foi um ano daqueles. Daqueles que queremos apagar, mas que nem precisamos nos preocupar mais, pois já passou.


Escrito por paulo cosmo às 12h22
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22/12/2008


Feliz Natal e Próspero 2009

 

O tempo! Nesse meio tempo, entre o tempo que não para, o tempo que não passa e o tempo que não chega, vamos seguindo nossos caminhos, criando nossas próprias famílias, vivendo nossas entediadas ou sucedidas vidas cotidianas, hora se afastando de muitos entes queridos, hora se aproximando de outros que novamente cruzam nosso destino, hora se deparando com a inevitável ausência daqueles que nos deixaram para usufruir da eterna companhia Suprema. Quem sabe...

O Natal é um dos raros momentos de regozijar aqueles que continuam entre nós, às vezes distantes pelo espaço e pelo tempo ou, às vezes tão próximos, que não nos damos conta de suas importâncias em nossas vidas. Mas esse também é o momento de rendermos homenagens em favor daqueles que já nasceram em outro lugar - isso é que eu espero - onde a luz brilha para todos e finalmente existe paz entre os homens. Acho que Natal é isso. Momento de celebrar o nascimento seja ele como for...

Natal! Tempo de paz, mas também tempo de guerra. Uma batalha interior para superarmos nossos conflitos, mas também compartilharmos nossas vitórias com aqueles que vibram com a nossa existência, afim de que possamos viver em plenitude nossa tão curta passagem pelo pedaço de Universo chamado Terra.

Feliz Natal e Próspero 2009.

São os mais sinceros votos de Paulinho e suas mulheres: Mãe Eunice e Filhas Catarina, Helena e Alexandra...

Ah! Os presentes ficam para 2010, pois inadvertidamente peguei todas as minhas economias e apliquei em hipotecas imobiliárias e Companhias de Re-Seguros norte-americanas...

Ainda no Brasil, mas tão longe...

Escrito por paulo cosmo às 15h11
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Papais, Mamães e Outras Variedades...

... de muitas Santas e outros Klaus para todos os gostos, tipos, tamanhos, formatos e opção sexual. Escolha o seu e faça uma excelente ceia de Natal. Compartilhe com os amigos, chame os vizinhos, realize o famoso troca-troca de presentes e coma muito peru. Mas não se esqueça de mandar uma boa virada, afinal, é melhor ter uma excelente passagem de ano do que uma gratuita passagem aérea para o Amapá...

 

 

Escrito por paulo cosmo às 15h07
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