CoSmO eM eStAdO cRôNiCo


11/09/2008


Quem tem chefe é índio...

"Meus Deus, dê-me sabedoria para entender meu chefe, pois se me der força eu vou bater nele". Outro dia me deparei com essa frase na internet e foi inevitável eu cair na gargalhada. Na realidade extendi essa frase para qualquer pessoa, não só para chefes, pois realmente precisamos de sabedoria com algumas pessoas. Força não pode!

Muitos usam a sabedoria. Existem funcionários que praticam sabedoria todo santo dia:

  • Olá chefinho, dormiu bem? Está precisando de alguma coisa?
  • Chefinho, trouxe esse bolo que minha esposa fez exclusivamente para o senhor.
  • Chefe, só isso de trabalho para mim hoje? Cheguei tão disposto a colaborar.
  • Chefe, só existem duas pessoas que eu gosto. Uma é o senhor e a outra é quem o senhor indicar.
  • Chefe, chefe, chefe...

Tem gente que é muito safa com esse negócio de sabedoria hierárquica, principalmente quando chega o final de semana:

  • Chefe, se precisar mandar alguém a merda meu telefone é 7070.171
  • Chefe, se o senhor espirrar, saúde tá.

Mas tem gente que precisa se preocupar com o chefe que tem, pois nem sempre a sabedoria é a melhor alternativa. Tem aquela do cara que chegava todo dia no escritório e o chefe logo dizia:

  • E ai corno, tudo bem corno, como vai corno?

Sempre a mesma agressão. Um dia o cara chegou muito puto em casa e comentou isso com a mulher, afirmando que se no dia seguinte o chefe viesse com isso novamente, ele perderia a sabedoria e usaria a força. A esposa pede calma e no dia seguinte ao chegar no serviço o chefe de bate pronto diz:

  • Quem diria! Além de corno é fofoqueiro...

"Meu Deus, dê-me sabedoria para eu entender minha esposa, pois se me der força, serei processado pela Lei Maria da Paz"...

 

Escrito por paulo cosmo às 09h54
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10/09/2008


Cadê o buraco?

Nesse momento histórico da humanidade, não poderia perder a oportunidade de fazer funcionar meu acelerador de partículas e voltar a escrever neste que um dia foi meu BIGBEN para o mundo das letras, mas que agora sofre abandonado pelo Criador.

Para quem ainda não sabe, nesta madrugada, exatas 4h30 horário de Brasília, o LHC, sigla para “Grande Colisor de Hádrons”, recebeu seus primeiros feixes de prótons. Uau! Finalmente conseguiram colocar prótons para se movimentar num grande anel subterrâneo. Olha que coisa! Maluf saiu na frente disso há anos com seus túneis fantásticos...

Começaram a construir esse acelerador de partículas subterrâneo de 27 km antes mesmo que se desse início o Rodoanel de São Paulo, acabaram o mecanismo antes que nosso Rodoanel de superfície ficasse um anel de verdade, e tudo isso para que? Para que cientistas possam observar os caquinhos da colisão de prótons se chocando em altíssima velocidade?

Porra! Esses europeus gostam mesmo de torrar euros. Primeiro mundo é esnobe. Podiam ter dado esses R$ 9.000.000.000,00 para os países subdesenvolvidos gastos em trocentos anos, que faríamos o óbvio: extrairíamos caquinhos de duas carretas conduzidas por motoristas sem dormir há 72 horas em nossas rodovias mau conservadas. Inúmeros choques de prótons, referências diárias a milhares de BIGBENS que acontecem anualmente em nossos rodoaneis, rodovias, ruas, avenidas e até mesmo em casa quando damos com a testa na parede, quebramos uns dentes e caquinhos se espalham por toda a parte...

Mas dizem que isso não vale para a ciência, pois não põe a Terra em risco. Os otimistas querem chegar ao BIGBEN, enquanto os pessimistas querem o buraquinho...

Bem! Se estou a escrever esse texto e publicá-lo é porque, até agora, nenhum buraco negro surgiu na Terra em decorrência dos primeiros testes, que na realidade nem fizeram prótons se chocar. O máximo do experimento foi fazer prótons ficarem andando em círculos opostos. Bacana! Prótons a respeitar mão-dupla num rodoanel. Será que estão a testar alguma coisa ou simplesmente aplicando aulas de direção defensiva, onde um próton não invade a pista do outro?

Olha só! Antes de escrever isso, dei uma pesquisada na internet e achei uma maneira mais econômica de países de terceiro mundo desenvolverem seus próprios aceleradores de partículas. Quem quiser arriscar, vai a dica: http://efeitoazaron.com/2007/04/02/faca-voce-mesmo-seu-acelerador-de-particulas/

Sem ser invejoso – bata na madeira três vezes – eu gostaria de ter escrito o texto desse criativo cientista citado acima. Não sei o quanto ele entende de física, mas o cara é fera.

Escrito por paulo cosmo às 11h50
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01/04/2008


Felizes para sempre...

Confesso que tentei dissuadir o noivo a não se casar, mas a ânsia pelo sexo farto, livre, leve e solto, além de legalmente autorizado e agora permitido pelo pai da esposa, deixa todo homem meio bobo. Engraçado isso em pleno século XXI, onde várias e várias núpcias são feitas, na calada da noite, muito antes daquela tão esperada para depois dos convidados terem ido embora.  A noiva - agora feliz saltitante e eterna esposa carinhosa - que não me ouça, mas tentei transformar seu casamento num simples churrasco de confraternização para homenagear as pessoas presentes.

 

Minha adorável prima Beverlly Hills que também não fique sabendo disso, mas com meu gesto, estava a querer transformar seu imponente, suntuoso e super-decotado vestido de mãe do pobre desafortunado a se casar, num desconfortável investimento falido, até porque não sei se as mães investem em roupas nessas horas, pela alegria de ver os filhos arrumarem alguém ou por estarem se livrando deles pois viraram uma mala sem alça em casa.

 

Enfim, meu primo cometeu esse crime: casou...

 

Eu juro - e acredite quem quiser - que realmente o peguei na porta da igreja e tentei convencê-lo em transformar a cerimônia religiosa num simples ato ecumênico em favor dos aflitos, dos ainda mais desafortunados e da paz entre os homens para a preservação da humanidade. Ainda sugeri que depois desse momento de confraternização religiosa, chamasse os convidados a fartarem-se na mesa da festa, mas não mais em comemoração ao casamento que não aconteceu, mas em homenagem a vida e aos pássaros que voam livres sem rumo e direção. Por fim, falei que se despedisse de todos e ao invés de viajar pela Europa com a esposa, curtisse a viagem com a mais íntima amiga, a verdadeira noiva eterna. Sugeri que ao voltar, pegasse o apartamento dos sonhos que havia montado para a vida conjugal e o transformasse na republica da paz celestial para viver amigavelmente com a amiga fiel ao invés de vê-lo transformar-se, com o tempo, no insuportável espaço de desarmonia e convivência desamigável de dois incompatíveis a compartilhar o apartamento do pesadelo.

 

Confesso que tentei, mas ele não me escutou, afinal, a juventude, imbuída em sonhos e cheia de esperança e objetivos, realmente não escuta os mais velhos. Ainda mais quando os mais velhos querem jogar areia na farofa.

 

Bom! Fiz minha parte...

 

Mas pensando bem, como nem sempre estou certo, graças a Deus, pode ser que a teimosia dele seja um sinal de que ainda existe esperança de felicidade entre casais, afinal, quando se começa certo não existe porque acabar errado. A Capela era maravilhosamente bela, com pinturas espalhadas na parede e teto, além dos entalhes de madeira que realçavam o cenário geral. A cerimônia foi inesperadamente fluida, pois o Padre não pregou um sermão entediante e cansativo. Ao contrário! Ele até sorriu e brincou. Os músicos contratados da “orquestra” estavam afinadíssimos. Só me irritaram as trombetas anunciando a entrada da noiva, mas isso, pois eu estava a dois palmos dos músicos e meus tímpanos já não suportam mais som alto, por causa do volume da televisão que se escuta em casa. A festa estava um luxo. Mas certamente sempre existirá alguém a reclamar do frango com farofa, da batata palha e da maionese. Dirão que o frango a passarinho sujou a mão, que a batata estava murcha e que a maionese estava passada. Mas queriam o que numa festa no salão paroquial? Saladinha chique, canelone colorido ao molho branco e legítimo risoto italiano com filé, tudo isso intercalado com centenas de salgadinhos de camarão, bacalhau, queijo suíço e outros quitutes? Cacete! O pessoal vai comer de graça e quer festa como se fosse num casarão antigo? Faça-me o favor.

Mas falando em antigo, tenho um comentário a fazer. Meu primo podia ter alugado um carro mais novo para transportar a noiva. Achei que aquele Ford 1939 era muito velhinho. Eu sempre digo que nessas horas gasta-se demais numas coisas e acaba faltando dinheiro para outras. Veja a bebida que foi servida. Ao invés dos garçons ficarem a circular com Jonnhy Walker 12 anos e Lambrusco frisante, ficaram a servir caninha 51 e vinho Sangue de Boi. Isso é sacanagem! Isso porque me recuso a falar da cerveja Crystal em lata. Mas fazer o que?

 

Mas agradeço o convite, pois acabei ganhando um belo terno. Minha prima, que Deus a tenha em bom lugar, e o filho dela, que Deus também o abençoe e guarde um lugar para ele, acabaram por me presentear com um belo conjunto para ir ao casamento. Terno, camisa e gravata. Fiquei chique. Mas faltou a cueca nova. Isso foi imperdoável. Olha só! Primeiro casamento que eu vou e que quem ganha presente sou eu. Espero que isso vire moda...

 

Ah! Tenho uma reclamação a fazer: sai da festa sem tomar sorvete. Mas depois que me falaram que era Kibon no palito com bolo Pulmann, nem dei por falta. Mas Castiguei no cajuzinho, brigadeiro e beijinho. Mas não foi de moça, infelizmente. rsrsrsrsrsrsr

Escrito por paulo cosmo às 03h24
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24/12/2007


Feliz Natal Ho Ho Ho

 

Escrito por paulo cosmo às 21h22
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01/11/2007


Pra morrer, basta estar vivo...

Todo mundo vai morrer um dia e essa é nossa única certeza na vida. Ninguem sabe como, nem quando e essa é nossa maior incerteza de vida.  Sabemos que chegaremos ao fim, mas providencialmente não temos idéia de quando, nem como será. Graças a Deus. E assim, em dia de finados, pareço estar um pouco mórbido demais. Certezas ou incertezas acerca da morte, posso afirmar uma coisa: daqui uns 100 anos, ninguem que está vivo hoje provavelmente estará. Será? Com o avanço da longevidade, talvez até isso seja incerto.

Mas parece que saber quando e como vai morrer, é uma preocupação que aflige a humanidade desde os primórdios, pois tanto a mitologia histórica quanto a ficção científica recente, já se apropriaram desse temática com seus mitos e personagens, objetivando demonstrar quais seriam as consequências de se enxergar o futuro, e assim sendo, poder tomar ciência do próprio futuro. Minority Report fala sobre isso. Prender pessoas por assassinato, antes que o crime seja cometido. Olha que loucura. No filme Krul, XXXXXXXXXX, um descentedente dos XXXXXXXXXXX, é um exemplo do que acontece quando o homem quer enxergar o futuro, comose isso fosse uma dádiva de superioridade perante os demais sem o mesmo dom. Quem assistiu ao filme deve se lembrar da história que relata a existência de uma sociedade, os XXXXXXX, que decidem trocar um dos olhos para serem presenteados com o poder enxergar mais a frente. A vida que era alegre passa a ser triste. O inesperado nunca acontece, pois já é conhecido. A esperança do novo amanhã sucumbi, pois tudo já está escrito. A própria existência perde a graça, pois sabe-se exatamente quando e não menos importante, como se irá morrer.

Anteontem deu uma chuva de arrasar em Campinas e região, aqui no estado de São Paulo. O negócio foi feio, com água e vento de dar medo. Confesso que chegou a ser mais feio que a seca que castiga o estado nos últimos noventa, talvez cem dias ou mais. Já nem conto há quanto tempo São Pedro não alivia o joelho sobre nossa cabeça. A população rezava por chuvas. Até eu, que peguei trauma de água, em virtude de meus oito anos no Amapá, não me contive em pedir que chovesse um pouco, em face das narinas a doerem do bloco de poeira ressecada .

Certeza da morte, incerteza do como e quando, Krul, chuva, temporal, esperança, meleca de nariz a doer... Não estou a alucinar nada. Parece historia de doido, mas apesar de eu estar a caminho disso em passos rápidos, ainda não obtive licença, nem alvará, para me internar em manicômio. Licença e alvará? Isso sim é coisa de doido. Mas estou bem lúcido.

É que nessa chuva morreu um casal afogado dentro do carro, num córrego reconhecidamente perigoso de Campinas quando o assunto é temporal. Eu mesmo já fui pego de surpresa na mesma imediação e quase vi meu carro começar a flutuar em direção ao Canal da Orozimbo. Talvez nesse dia, ao contrário do que afirmam as estatísticas de mortes entre obesos, o fato de eu estar suavemente acima do peso, tenha salvo minha vida, pois o carro não conseguiu navegar com excesso de carga. Mas senti na pele e presenciei ao vivo, o diversidade da industria automobilística, que cada avança mais na produção de carros tão leves e econômicos, que servem até para navegar. Já que os carros grandes e antigos são chamados de barcas, posso me dar o direito de chamar os atuais de canoas...

Mas não é de córrego, tampouco da diversificação tecnológica da industria que quero falar. Ainda estou a tratar do quando e como morrer. Mas falar disso da maneira mais antagônica possível, pois ninguém sabe realmente quando nem como, mas todos imaginam que seja de algo que faça parte de seu estilo de vida ou indiretamente associado a isso. Nenhum esquimó imagina que morrerá de calor. Tá certo que o aquecimento global pode mudar isso, mas também não vou entrar nessa linha de raciocínio. Olha só! O casal morreu afogado no centro de Campinas. Não foi no piscinão de Ramos. Se fosse dentro do carro numa balsa em direção a Ilha Bela ou numa canoa verdadeira embaixo das Cataratas, vá lá. Mas no centro de Campinas? E aquele senhor que trocava antena da casa, perto do Aeroporto de Congonhas, quando aquele primeiro avião da TAM caiu, também por problema de reverso. O normal seria ela cair do telhado e morrer, mas não ser atropelado por um avião. E morrer por um raio? Quem imagina sair de casa e morrer por conta de uma descarga elétrica? Talvez o pessoal da Companhia de Força e Luz, mas nunca um jogador de futebol treinando em campo. E nem estava chovendo. Falando em jogador, fica dificil imaginar que um atleta acompanhado diariamente por médicos venha morrer de infarto. Essa preocupação sou eu que devo ter, pois ainda não perdi tanto peso assim desde aquele quase naufráfio e fumo como doido por causa de problemas insuperáveis. Naufrágio? Alguem do Titanic, um barco novinho e super moderno, poderia imaginar morrer de frio dentro d'água, ao invés de afogado, o que seria mais evidente? Acidente? E morrer num avião novinho, um Boeing enorme, após colidir com outro novinho, comparativamente do tamanho de um fusca. O normal seria o Legacy cair, pois em acidente de caminhão com moto, ninguem imagina que o motorista morreu e o motociclista ficou vivo. Mas até isso acontece. Quem anda de elevador pode achar que um dia ele despencará e essa seja sua morte, mas essa mesma pessoa não imagina que possa morrer, pois um suicida decidiu despencar do prédio em cima de seu carro.

Caracas! Basta estar vivo para morrer. Eu não quero nem saber quando, tampouco como, mas sejamos honestos que seria bacana se soubéssemos como não vamos morrer. Talvez isso já ajudasse um bocado. Mas por volta de quando, nem isso eu gostaria. Não sei nem se vai dar para escrever isso e publicar, pois está se armando uma chuva do cacete lá fora e nunca se sabe se posso finalizar a existência engasgando com uma gota d'água, ou ainda pior, um bendito meteoro cair sobre minha cabeça. Dizem que é mais fácil cair um meteoro na cabeça doque acertar na Telesena. Vá saber se sou um sortudo de verdade, pois azarado no jogo eu já sou...

Escrito por paulo cosmo às 23h17
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30/10/2007


A Copa do Mundo é nossa...

 

... com brasileiro não há quem possa. Eis que finalmente, antes que fosse concedida por idade, a aposentadoria à Copa do Mundo de 1950, conseguimos vitoriosamente ganhar, por unanimidade e sem concorrência – pois não havia nenhuma -, o direito de sediar, digo, a responsabilidade de sediar, mais uma WorldCup. Agora, em 2014, ano que estarei beirando os cinquenta, se o destino assim permitir e outras coisas menores e mais imediatas, não ocasionarem minha internação num hospício público, já que a maré não está nem para pagamento de uma internação particular. Mas isso é outra história...

Olha que fascinante! Poderei assistir, no estádio, aos jogos da seleção brasileira de futebol, sem ter que gastar fortunas para viajar aos Estados Unidos, França, Alemanha, Africa do Sul. Uma Copa do Mundo inteirinha para brasileiro poder assistir em casa. Vai dar para assistir aqui mesmo, com preço de ônibus interurbano, em algum dos estádios que sediarão os jogos da Copa, já intitulada como o maior encontro futebolístico da história, visto que somos o país do futebol.

Vai ser do balacobaco poder entrar no estádio pagando ingresso em moeda nacional e se a FIFA permitir, a preços acessíveis para o tão sofrido povo brasileiro. FIFA permitir? Pensando bem, não acho que serão preços acessíveis. Não se trata da segundona da Copa do Mundo. Acredito que esse negócio de ingressos com preços acessíveis, seja assunto somente para cambista credenciado e estrangeiro abonado, que comprarão, os primeiros, inúmeros lotes para vendê-los ao preço do espírito esportivo. Será exatamente isso que acontecerá. Imagino até que já estejam a organizar – os cambistas – como será sua participação no evento. Não duvido que já começaram a zonear suas cidades de atuação e certamente estão a promover uma verdadeira venda de lugares exclusivos nesse bom negócio informal.


Então assistir jogo dentro do estádio não será possível, pois deverá ser mais caro que assistir lá fora. Bom! Assistirei pela TV. Mas uma questão de ordem. Até 2014 todas as TVs já serão HDTV? Vixe! Então terei que trocar de televisor para assistir aos jogos. Até ai normal, pois em época de Copa sempre tem promoção com suaves prestações a se perderem de vsita. Apesar de nunca ter comprado uma nessa época. Meu negócio sempre foi mais em época de Natal ou dias depois dos dois roubos que aconteceram em casa, onde os assaltatantes acharam mais barato levar minhas Tvs ao invés de abrirem um crediário próprio. Mas deixa eu pensar uma coisa. Numa Copa do Brasil, com a possibilidade de poder se assistir aos jogos nos estádios, será que as fabricas de TV não vão usar isso para fechar seu próprio mercado e praticar preços semelhantes aos cambistas? Ai ai ai... Agora é que é. Essas preocupações eu não tinha quando a Copa era fora daqui.


Mas será que devo me preocupar com isso, ou somente com o Uruguai? Uruguai! Nem é preciso lembrar de 50. Hum! Ninguem se preocupava com o Uruguai. Também não sei se preocupavam-se com TV. Perai! Televisão em 1950? Que existia, eu sei que existia, mas acho difícil que existisse promoção para levarem uma para casa antes de Copa. Acho que nem tinha volume comercial animador ainda. Creio que era considerada uma mero eletrodoméstico, tal qual aspirador de pó ou liquidificador. Mas já tinha rádio a preços populares. E tinha o Uruguai. Também já tinha o Maracanã. A decisão foi lá contra o Uruguai. Hum! Certamente em 2014 também será no Maracanã. Imaginem se o Uruguai for para a final e junto dele a seleção canarinho. Caracas.


Mas e a França? Isso mesmo, França! Nos ultimos confrontos em Copas, a França deu um chega prá lá que chega a ser pior que o do Uruguai. Ai ai ai... Então agora que a Copa é no Brasil, terei que me preocupar com o preço dos ingressos, preços de televisor, Uruguai e França?


E ainda tem os argentinos, que já afirmaram que vão invadir o Brasil. Lembram da Copa de 78 na Argentina? O famoso Brasil campeão moral que não perdeu nenhuma, mas não levou nada? Hum! Será que vão querer dar o troco? Justo aqui no Brasil, na nossa tão sonhada Copa quase pré-aposentada? Argentinos a invadir o Brasil? Não são os argentinos que receberam apoio financeiro de Hugo Chavez? Êpa! Será essa a maneira que a Venezuela achou para invadir o Brasil? Através do argentinos na nossa Copa do Mundo? Mas e o Uruguai. Ele também já não brigou com o Brasil no passado? E a França? Não queria invadir o Brasil lá pela Guiana, quase pertinho da Venezuela, que está apoiando a Argentina vizinha do Uruguai? E o Paraguai? Copa Mundial de Futebol no Brasil? Acho que isso vai dar invasão de estrangeiros...

Escrito por paulo cosmo às 22h08
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29/10/2007


Prédio em chamas.

Quando eu vejo uma pessoa se atirar de um prédio em chamas, mesmo sabendo que irá morrer ao chegar no chão, me questiono sobre o nível de desespero e sofrimento que passava em sua cabeça naquele exato momento. Deve ser um horror!


Concordemos que não é fácil se atirar do 30º andar, sabendo que irá se espatifar na calçada ou ficar em pedaços após o choque com uma marquise no meio do caminho. Mas então por que as pessoas se jogam? Certamente porque é bem mais desesperador e doloroso participar de um churrasco onde você não é o convidado, mas sim, o espeto. E pior, vivo. Entre a morte lenta e o fim imediato, cai por terra o instinto de auto-preservação e entra em ação o incontrolável desejo de fugir da dor. A única certeza é que em três segundos, no máximo quatro, em queda livre, nenhuma dor mais tomará conta de seu corpo. Mas acredito que sejam os piores segundos da vida de uma pessoa, mesmo sabendo que num piscar de olhos o churrasco não será mais servido e a carne ficará passada.


Prédios em chamas? Hum! Que tal incinerações mentais ou incendios psicológicos. Assim como não é fácil pular rumo a morte, também não é fácil enfrentar um desafio qualquer sabendo que aquilo pode lhe levar a morte. Não necessariamente uma morte física, mas uma morte de parte de você. Quem sabe até do todo, dependendo do incêndio que lhe habita. Acredito – e preciso acreditar – que todos nós possuímos nossas tochas ou chamas da alma, que vez ou outra querem propagar e tomar conta de tudo, assim como acontece num incêndio de proporções gigantescas.


Simplesmente, alguns de nós, em dados momentos, não estamos preparados para combater nosso fogo interno e manter os pequenos focos sob controle, para que não se transformem em grandes labaredas. Seja por que os ventos são muitos ou porque nossa vegetação esta muito seca e sensível. Junte ambos e a devastação será inevitável. Uma grande descampado esfumaçado...


Está certo que alguns fogos internos são difíceis mesmo de serem controlados. Fique cara a cara com um(a) ídolo do cinema nu(a) e tenho certeza que se lhe for oferecida a possibilidade de abuso sexual consentido e ilimitado, você não conseguirá apagar o fogo que lhe arde por dentro. A única maneira de reduzir a tocha será deixá-la fluir ao orgasmo e ainda assim, tenho certeza que pequenos focos ficarão em estado de suspensão, tentando reanimar as chamas da paixão com um simples sopro na nuca. Quer outra? Depare-se com o assassino brutal de um ente muito próximo e não tenho a menor dúvida que será tomado por uma fogueira da vingança, talvez disposto a praticar a inquisição alheia com seu próprio código de honra. Mas não exageremos nesse sentido, afinal Nero já morreu. Assim, existem vários fogos incontroláveis. Mas não é desse tipo de incêndio interno a que me refiro.


Falo do incêndio lento, aquele que queima tal qual brasa dentro de uma concentração de pó de madeira. Ninguem vê, mas o núcleo ardendo está a queimar vagarosamente, ampliando seus domínio. Às vezes somos pó de madeira a arder bem devagar, sem perceber, sem sentir de imediato, e quando nos damos conta, não existe mais nada a fazer, nada a recuperar, pois o estrago já foi feito. Somente um trabalho de rescaldo pode ser aplicado para verificar o que sobrou e se isso pode ainda ser reaproveitado.


Outras horas, tomados por um curto circuito mental de proporções avassaladoras, vemos o incêndio nos consumir em toda a fiação, mas não possuímos força para apagar, tampouco para desligar a chave geral e estancar a reação em cadeia. Ficamos inertes esperando uma atitude que não vem. Uma contra-ação que não surge. Quem sabe porque não tenhamos os equipamentos adequados, talvez porque estejamos sozinhos para controlar o incontrolável, ou simplesmente porque estamos tão secos, sensíveis e auto-destrutivos, que nenhuma frente de combate, por mais eficiente e eficaz, consiga sucumbir o rastro de destruição que se avizinha.


Que merda os incendios involuntários os quais nos deixamos possuir. Fosse num incêndio real, estaria pronto para pular e finalmente sucumbir. A famosa queda livre sem retorno em direção a morte instantânea de bate-pronto. Mas como às vezes somos prédios, talvez a única alternativa seja implodir, para depois tentar construir algo mais seguro no mesmo lugar. Reconstruir a partir da destruição. Pessoas fazem isso com as próprias vidas, pois o incêndio abalou tanto as próprias estruturas, que a solução é a desconstrução para um novo recomeço. Prédio novo ao invés de um antigo reformado que esconde rachaduras impossíveis de serem preenchidas.

Escrito por paulo cosmo às 23h58
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21/10/2007


Cinema Bem Novo

Tenho que confessar que estou observando com outros olhos a produção cinematográfica nacional da atualidade. Reconheço que o passado não muito distante me crivou de preconceitos sobre nossa "marca" cinematografica desenvolvida até então e racionalizou meus pensamentos a não dispender atenção a nossa própria plataforma cultural.

Nesse meio tempo comi alguns enlatados norte-americanos e não nego que tenham me servido, pura e simplesmente, para entretenimento. Mas não refuto que alguns dos filmes que assisti, deixaram de trazer mensagens que serviram, de uma maneira ou de outra, para que eu refletisse sobre algumas questões importantes. Está certo que a valorização da brutalidade e a exposição "não gratuita" da violência armada em tais produções, sempre me incomodaram, pois conheço os motivos norte-americanos de tal argumentação teórica em seus filmes. Mas não pode ser desconsiderada alguns posicionamentos interessantes em tais produções.

Do nosso lado, com salas de cinemas entupidas de enlatados de todos tipos e espécies, tenho a impressão que parece estarmos a construir um cinema de excelente qualidade, mas que ainda não chegou ao povo com a magnitude publicitária que os marketeiros americanos conseguem eficientemente imprimir em sua sobras.

Eu não assisti ao famoso, comentado, criticado e bombardeado "Tropa de Elite". Na realidade não sei se irei assistir, pois ainda defendo uma teoria de minha juventude, que salas de cinema devem exibir ficção, seja ela de qualquer ordem. Um momento! Não sei se estou a me fazendo entender e um pingo mal colocado altera o texto um bom bocado. Não é que eu queira fechar os olhos para a realidade, mas criminalidade nua e crua eu já assisto em telejornais diariamente. Acontecimentos que envolvem favelas e tráfico de drogas então, em não aguento mais ouvir falar. Eu não convivo diariamente com isso, mas é quase um consenso comum que essa relação de tráfico, polícia corrupta e consumidores viciados, seja de qualquer classe diga-se de passagem, alimentam tal comércio e a violência dele derivada. Quem não sabe disso?

Se existe produção é porque existe mercado consumidor. Assim como no cinema. Faça um filme bom e existirá quem o assista e divulgue. Faça uma produção barata de peitos a aparecer com diálogo falido e desnecessário, e somente tarados sexuais consumirão tal produto. O Brasil já fez muito isso. Colocou gostosas atrizes, hoje famosas renomadas, mas na época em desenvolvimento de carreira, com seus lindos corpos esculturais a contracenar diálogos inúteis de histórias fracassadas, com o único objetivo de levar ao cinema pervertidos a multiplicarem seus prazeres com as próprias mãos. Deu no que deu. Os "punheteiros" ficaram velhos, as atrizes também, a liberdade sexual tomou novos rumos e o cinema sucumbiu.
Parece-me agora que uma nova identidade tenta ser firmada para resgatar o publico perdido e arregimentar uma nova classe consumidora num cinema que indica ser cada vez mais eficiente e comercial. Sei lá! Se o comércio informal já voltou seus olhos para a pirataria de produção nacional é porque o negócio está começando a dar dinheiro, e assim como nas drogas, quando existe quem compra, existe quem produz. Ou alguem conhece mercado onde não exista consumidor?

Tropa de Elite é de direita? Sei lá! E a direita é de direita? Sei menos ainda. Até porque nesse pais, não existe somente troca de partido. Existe troca de mão. Um dia sou canhoto, mas é só assumir o governo eu viro destro e tento adestrar a população com as verdades que me convém. Então, o que é esquerda ou direita? Um filme? Ah! Se as telas de cinema tivessem o poder de conduzir a mentalidade do brasileiro desesperado, estaríamos a andar receosos na rua com medo de algum dinossauro aparecer em plena metrópole... Tudo isso é ficção. Imagine dinossauros a andar nas ruas! Tão irreal quanto guerra civil entre morro e polícia, alimentado pelo consumo da classe média. Isso não existe...

Escrito por paulo cosmo às 23h41
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19/10/2007


O sertão não irá nunca virar mar. E ai?

É certo, digo, provável, que a atual geração, ainda em curso por este vasto planeta frágil, nunca presencie o sertão virar mar. A não ser através da música de Sá e Guarabira ou de uma barragem qualquer construída para gerar luz ao invés de levar vida a quem tem sede.

Quando eu era mais jovem dizia que para acabar com a seca do nordeste era muito simples. O Governo Federal deveria decretar a troca de nome de região norte para região nordeste e vice-versa. Assim, o norte passaria a ser de seca e o nordeste abundante em água. Finalmente estaria resolvida a falta de chuvas nordestinas e a região norte deixaria de ter aquelas chuvas que infernizam o cotidiano das pessoas. Brincadeiras a parte, fui obrigado a me calar, quando presenciei há tempos atrás, parte da Amazônia virar um imenso solo árido por conta da diminuição das chuvas. Uma seca no norte sem interferência federal, semelhante a seca no nordeste, igualmente sem interferência federal.

É claro que ninguem acabará com a seca de lá. Não por incompetência ou falta de empenho político. Isso eles até tem de sobra quando o assunto são verbas para a região. A seca não é consequência da máquina administrativa burocrática ou do descaso das autoridades. É histórica em toda a região, assim como as geleiras são nos polos. Ninguem nunca acabará – já não posso afirmar com precisão – com o frio da Antartica, assim como ninguem acabará – também não posso afirmar com precisão – com a seca do nordeste. Não acho prudente afirmar com precisão, pois a mão do homem pode literalmente torrar as geleiras e então certamente o sertão vai virar mar. Na realidade quase tudo irá virar. Mas não é de aquecimento que estou querendo tratar.

Eu não! Quero falar de convencimento, pois estou convencido que antes que o clima geográfico acabe com a gente, o clima emocional de interação social será mais eficaz nessa jornada, pois estamos na era do extermínio humano em larga escala. Acredito que Hitler teria inveja ao ver a eficiência humana em aniquilar legalmente e pacienciosamente os menos favorecidos. Para que gastar dinheiro com campos de concentração e câmaras de gás, se pode-se gastar muito mais dinheiro com cisternas que não servem para nada, a não ser enriquecer empreiteiras privilegiadas ou políticos ávidos por desvios em programas assistências?

Olhe só! A seca existe e isso é fato inconteste. Então não se pode mudar o clima da Terra, mas pode-se mudar o clima daqueles que vivem naquela terra. Nosso ex-povo Lula já dizia isso enquanto candidato a salvador, inclusive do nordeste, berço explêndido de sua incontestável sensatez de retirante, na idade em que não tinha mais lágrimas para cair do olhos e estes não viam água a cair do céu.

Estamos em pleno século XXI e ainda se fala das consequencias crueis da seca ao povo nordestino. Até Israel conseguiu extrair água do deserto que lhe fora dado, irrigando e produzindo riquezas com água num lugar que não existia. Pura seca desértica. Mas aqui ainda pregamos a famosa cisterna do sertão. Um idéia brilhante, se o sertão fosse na região norte, onde se chove todo dia o dia todo. Fico boqueaberto em admirar tão impoluto projeto social.

Construir cisternas para captação das águas da chuvas num lugar onde pouco chove, é a mesma coisa que instalar lâmpada dentro das casas sem levar energia elétrica até a ponta do poste ou distribuir gratuitamente grãos para que cozinhem e matem a fome. Cozinhar com que água?

Programas assistenciais de perpetuação do apadrinhamento politico, do favor concedido como altruísmo governamental, através de carros-pipa, cestas básicas e frentes de trabalho inútil, baseados em remontar a pá, enxada e picareta, uma terra seca para resgatar açudes que nem sempre enchem, a não ser o saco de alguem como eu, que há anos escuta falar em seca no nordeste e picaretas a tratá-la como forma de produção de riqueza. Hitler diria: extermínio em massa...


Escrito por paulo cosmo às 22h32
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04/10/2007


Sputnik

Meu óvulo já estava lá, a espera do ano em que seria lançado na imensidão do sistema reprodutor, a fim de esperar de uma via láctea distante, o ataque surpresa de um exército de aliens dispostos a invadir seu corpo para gerar um novo ser. Olha que viagem!


Então posso afirmar que metade de mim já existia quando lançaram o primeiro satélite artificial a circular na órbita da Terra. A outra metade? Bem, bilhões e bilhões de aliens depois, eis que um dia surge o astronauta que finalmente finca os pés na lua e enfia sua bandeira indicando posse definitiva.


Parece que foi ontem o lançamento daquela esfera metálica que possuia como único propósito, fazer bip-bip ao redor da Terra. Diante disso, perplexo, posso somente dizer uma coisa: como o tempo...


Caracas! Já somos penta e o Brasil ainda nem havia sido campeão mundial de futebol quando os ex-URSS invadiram o espaço. E só não somos hepta por conta dos franceses. Mas isso não é viagem espacial, mas de viagem fora do corpo. De nossa seleção!


Nem golpe militar havíamos sofrido e nem Brasília existia no planalto central. Ou seja, ainda éramos uma “democracia” que engatinhava a passos lentos após a era Vargas. Olha eu fugindo do assunto novamente.


Êpa! Fugindo não. Os russos mandaram para o espaço um satélite artificial há cinquenta anos. Bem! No mesmo período, cansaram de mandar para o espaço milhões de brasileiros, apesar de apenas um ter efetivamente viajado. Em suma, a Brasília que não existia naquela época, assim como o Alien de minha metade, vieram para detonar.

Escrito por paulo cosmo às 23h00
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29/09/2007


Sem a senha.

Desculpe o texto longo, mas como já existem senhas que são verdadeiros poemas criptografados, quem seria eu para não espelhar a idéia numa puta cronicona? Seria cronicão? 

 

Alguém consegue lembrar, se para abrir nossa caixa de correio, instalada no muro, era necessário senha? Talvez possam me informar se o carteiro possuía certificado de funcionário seguro ou vinha carimbado com um cadeado confirmando total privacidade. Por um acaso, extratos bancários, boletos de cobrança, contas telefônicas e cartas pessoais, entregues em nossa residência, vem com algum tipo de criptografia ou chave secreta para abertura do envelope? Peço que me recordem, se o segredo que abre o cofre é alfanumérico ou somente números. A não ser através de grampos ilegais colocados no telefone fixo, o pulso elétrico, transmitido numa conversa, pode ser facilmente interpretado por invasores de privacidade? Por favor, alguém lembra onde coloquei a chave do carro? 

 

Já repararam como hoje em dia tudo funciona a base de senha? É senha para caixa eletrônico, senha para cartão do banco, senha para internet banking, senha para bankphone, senha para cartão de crédito, senha para programa de milhagem aérea, senha para acessar conta telefônica on-line, senha para carregar provedor de internet, senha para entrar no webmail, senha para Blogar, Flogar, Emeesseenar, Orkutar, Skypar, senha para assinatura digital, senha para isso, senha para aquilo, senha para tudo que é lugar. Senha, senha, senha, senha... Onde isso vai parar?

 

E cada prestador de serviços nos sugere – na realidade nos intimida – a usarmos senhas não pessoais. Aquelas que em nada tem a ver conosco ou com nosso cotidiano, tal qual datas de aniversários, números de telefones, placas de carros, documentos pessoais e sei lá mais o que, sob pena de algum hacker, cracker ou outro bolacha qualquer, acessar seus dados bancários e rapar a conta, fazer compras on-line com nosso cartão de crédito já estourado, transferir suas milhagens falidas para outros vôos cancelados, quebrar nosso sigilo telefônico, clonar seu aparelho para centrais penitenciárias praticarem seqüestros falsos, invadir nossa correspondência digital e descobrir minha amante virtual ou seu caso binário homossexual, publicar textos racistas, incitar pedofilia e sexo com animais, divulgar pornografia e agredir outras pessoas se passando pela gente. Nossa senha descoberta, pode nos arruinar financeiramente, nos endividar eternamente, nos incriminar como pedófilos, racistas, caluniadores, pervertidos e toda ordem de desgraça que seja possível fazer através das vias digitais.

 

Haja senha, haja criatividade, haja memória para proteger todas essas informações e nos afastar d aqueles que as querem. O custo da privacidade pode me levar ao Alzheimer precoce, pois não consigo – alguém consegue? - produzir uma quantidade tão grande de senhas impessoais, sem que muitas vezes esqueça alguma e seja privado de acessar aquilo que é meu. Perda temporária de memória em face do acumulo de informações. É muita senha caspeta!

 

Isso agravado ao fato dos mesmos prestadores sugerirem – numa intimidação complementar – que troquemos periodicamente tais senhas para nossa própria segurança. Mais senhas! Já não consigo diversificar tanta senha e ainda tenho que trocá-las com periodicidade. Isso é praticamente impossível. Terei que fazer rodízio de senha ou chegará o dia em que precisarei andar – se é que muitos já não o fazem em suas próprias agendas pessoais - com bloquinhos de bolso, para anotar todas as senhas que possuo. Olha que situação! Então para que senha digital, se ela pode parar no papel e este, eventualmente ser roubado por um real trombadinha analfabeto ao invés de um inteligentíssimo ladrão virtual? Só troquei seis por meia dúzia.

 

Caracas. Havia esquecido da senha para desbloquear celular. Celular bloqueado por senha, para não ser usado pelo ladrão que nos roubou num arrastão dentro do ônibus ou enquanto curtíamos uma praia de domingo. E quando eu quiser usar nem vou poder. Não por causa do bandido que levou, mas por conta da minha memória. Vá lembrar na hora do desespero se a senha que está sendo digitada no celular não é a do bankphone. Afinal tudo é telefone pô.

 

E ainda existem os logins da vida, que apesar de não serem senhas, acabam sendo. É verdade! É login para tudo. Inscreva-se num provedor de internet e seu login virá com título de usuário, que na realidade é um e-mail. Inscreva-se num Blog e usará um e-mail como login. Vá trabalhar numa empresa com rede de computadores – quase todas têm – e para logar seu micro e ter acesso ao sistema, terá que digitar um login. Ah! A senha deste login também. Ai, na confusão do login disso e senha daquilo, a gente digita o nome de usuário da internet de casa, com a senha de acesso do Blog. Ai, o servidor de rede da empresa que é seguro, informa o erro e pede correção. Vamos a segunda tentativa e digitamos o login sei lá do que e a senha sei lá de onde, afinal já entramos no prédio errado e o elevador pode ir para qualquer andar. Novamente o sistema informa o erro, pede correção e avisa que na terceira tentativa errada bloqueará sua conta. Conta bloqueada por que não lembramos qual login e senha deveríamos digitar. Na realidade não lembramos qual login e senha corretas, dentre o universo de logins e senhas que possuímos. E o que vem depois é ainda pior, pois o sistema bloqueia mesmo sua conta e avisa que deveremos criar uma nova senha com o administrador da rede. Nova senha? Eu nem lembro o login...

 

Não bastasse essa parafernália digital, ainda complicam um pouco mais, pois não existe um tamanho padronizado nem tipo definido para senha. Alguns prestadores adotam quatro dígitos, outros seis, alguns oito e raras exceções com muito mais, numa combinação de números, às vezes só letras e os mais seguros – sinceramente não sei para quem - com combinações alfanuméricas criptografadas de tantos bits. Pela madrugada! Tem horas que observo algumas pessoas digitando senhas – de uma distância segura para mim, afinal não posso introspectar mais uma senha como se fosse minha - e me deparo com a verdadeira dissertação de um poema, pois o usuário não para de escrever no teclado. Talvez essa seja uma saída. Criar senhas através de textos seguros. Quem sabe senhas crônicas...

 

Mas certamente alguém me observará que existe a pergunta secreta, na realidade uma pergunta visível com a resposta secreta, que deixamos registrada no prestador de serviço digital e que somente nós sabemos responder. Ufa! Afinal, a salvação da lavoura dos esquecidos...

 

Mas esperem! Novamente o prestador de serviços sugere – numa intimidação quase mortal - que não nos questionemos com perguntas que outras pessoas podem responder. Na realidade querem que não perguntemos ao candidato a invasor com aquilo que ele pode saber, como quantos filhos temos, qual a placa do nosso carro, qual time torcemos ou qual o nome da esposa, mãe, pai, irmão, empresa que trabalhamos, rua onde moramos e outras informações que sabemos desde criancinhas. E agora? Se não posso ter como pergunta secreta aquilo que sei de cor e salteado, qual questionamento irei me fazer então? Eles – os prestadores - sugerem que coloquemos o nome do primeiro cachorro, a data do enterro da sogra, o nome da professora do jardim da infância, quantos anos tínhamos na primeira masturbação, a placa do carro que vendemos com o motor fundindo, o bicho de estimação que morreu atropelado, a sétima namorada em ordem invertida, o nome de nosso inimigo mortal, a sobremesa que detestamos e outras perguntas secretas que às vezes nem lembramos se temos. Quantas perguntas vinculadas a respostas intimamente pessoais podemos produzir além das senhas secretas e logins complexos?

 

E toda essa pergunta secreta para que? Para mandarem um aviso para nosso e-mail alternativo, informando uma nova senha aleatória ou a habilitação de nosso acesso temporário, no intuito de que entremos no site e troquemos a senha esquecida por uma nova senha atualizada. E se eu esqueci a senha do e-mail alternativo? E se você esqueceu qual e-mail alternativo relacionou naquele site, tamanha a quantidade de e-mails que precisamos criar para nos habilitarmos no serviços A, B ou C, disponíveis na internet, que exigem e-mails proprietários? Ainda tem isso! E-mail proprietário, que nem sempre pode ser criado com nosso nome, pois algum Paulo Cosmo já fez isso antes. Daí sugerem pauloco1965, 2301pacosmo, paulocosmo52 e outras siglas, como opções de login, que nosso cérebro certamente não lembrará. Vá guardar isso e a senha disso?

 

E toda essa segurança para que, se algumas prestadoras de serviço ou agências hiper-seguras, com bloqueadores de invasão, detetores de bisbilhoteiros mal intencionados, sistemas ultra-modernos de vigilância e proteção, por vezes possuem funcionários - com crachás de identificação, logins e senhas privativas de conexão - que deveriam garantir nossa privacidade, mas acabam copiando o cadastro secreto super-protegido por chaves criptografadas de 128 bits, com o objetivo de negociar com receptadores, que repassam a atravessadores, que fornecem a produtores de CD alternativos, que alimentam milhares de agentes do comércio informal, para venderem em seus ilegais estabelecimentos comerciais, a preços populares, nossos dados privados para quem quiser pagar?

 

Mas tudo isso no maior sigilo e segurança, com preservação da privacidade do comprador e garantia de acessibilidade irrestrita dos dados, através de uma senha especial e exclusiva, geralmente escrita a caneta diretamente no CD, que permite só para quem adquiriu, que verifique nossa vida secreta e faça com ela o que quiser. Isso se o bem intencionado comprador não perder o CD no banco do ônibus, e este for encontrado por um nerdinha qualquer, doido para mostrar ao pai que ele arrasa em RGB e por isso precisa ficar antenado na internet toda noite. Daí seu segredo vira programa de video-game, que será comercializado com código de barras e senha de instalação para proteção contra cópia pirata. Alguém já viu essa história de software protegido? Então! Dá para confiar na própria proteção com a senha? Imagine sem a senha então!

 

Escrito por paulo cosmo às 22h33
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23/09/2007


Com um violão na mão e uma idéia na cabeça.

 


Se eu tivesse seguido adiante o que propõe essa ingênua armação fotografica de minha infância, quem sabe, hoje, eu estivesse a tocar numa banda de rock progressivo super famosa, ao invés de estar perdido no tempo a procura de minha verdadeira identidade profissional.


Estava olhando essa foto introspectiva, onde expresso meu mais profundo dom artístico e cheguei a conclusão que se tivesse optado pela carreira de ator, talvez eu estivesse passando pela mesma dificuldade existencial, afinal, fica dificil imaginar se posei como modelo fotográfico de anuncio de remédio para cólica intestinal ou se estava realmente sentindo uma, em virtude de horas e horas de ensaios fotográficos, para que meus pais registrassem o melhor ângulo desses momentos mágicos, porém irreais de nossa infância prodígia.


Toda família tem uma foto meio que parecida com essa. Alguns ficam sentados ao piano, sem saberem tocar uma nota sequer, assim como meninas ficam a posar como bailarinas, sem conhecer um simples plié. Pais adoram fazer isso com os filhos quando criança. Transformá-los em atores de seus próprios sonhos...


Essa foto me fez pensar. Na realidade eu gostaria que tivessem optado pelo tema “uma caneta não mão e uma idéia na cabeça”. Assim fosse, eu estaria a me identificar com um presságio da infância, para quem sabe um dia, em entrevista no programa do Jô, eu levasse a mesma e dissesse em alto e bom som: eu escrevo desde criancinha.

Escrito por paulo cosmo às 02h40
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17/07/2007


É ouro no PAN e fogo na TAM.

 

Infelizmente a tocha da congratulação entre os povos abandona a vila olímpica do PAN no Rio e se acomoda num galpão da TAM em São Paulo, para o desespero de dezenas de familiares das vítimas e os pesares de toda uma nação para mais um acidente aéreo no Brasil.

No mesmo dia em que o amanhecer carioca anunciou vitórias de nosso sonho olímpico que, apesar da falta de incentivo das autoridades, conseguiu superar as mais otimistas expectativas de medalhas de ouro, vemos o anoitecer paulistano presenciar mais uma vitória do pesadelo aéreo que, apesar do descaso das autoridades, conseguiu superar as mais pessimistas expectativas de tragédia anunciada.

É triste observar o dia de hoje, pois começamos com medalha de ouro na água olímpica do Rio e acabamos com ferro retorcido no fogo combustível de São Paulo.

E o mais absurdo é que este dia parece ter sido reservado para lembrar Santos Dumont. Primeiro pelos meninos da natação que voaram baixo na piscina de competição e depois os ginastas que voaram alto nos aparelhos de exibição. A mesma glória alcançada por aquele que mostrou que o homem podia voar.

No entanto não posso parar nessa feliz associação aérea, pois o sonho de voar se transformou em pesadelo no ar. Agora também em terra. Infelizmente também tenho que associar nosso Santos as chamas e pedir aos demais santos que nos protejam para que não sejamos os próximos a pararmos nelas. É! Hoje Dumont esteve literalmente em baixa. Nenhum avião levantou do solo no aeroporto do Rio, que por conta de um incêndio no saguão, isolou centenas de passageiros na área externa de suas imediações e agora um avião não aterrizou no solo do aeroporto de São Paulo e isolou toda área externa por conta do incêndio que causou nas suas imediações.

Realmente o espaço aéreo nacional está apertado com tráfego intenso, vias congestionadas, gargalos de pousos e decolagens, mãos duplas confusas e viagens sem saída. Mas o triste é constatar que o espaço no solo também já não suporta mais o descaso. Não bastasse nosso tráfego intenso, gargalos de circulação, mão dupla e contramão que não flui, pistas mal conservadas, pontes que caem e congestionamentos sem saída, hoje dezenas de motoristas a circular em seus automóveis, se depararam com o mais rasante dos vôos que poderiam presenciar em suas vidas. E aqui não temos Al Qaeda. Na realidade temos A Queda. Isso! Queda de quem está em cima pensando que chegara com segurança em baixo.

O difícil é imaginar que o pesadelo de voar ainda está longe de ter fim. Um Fred Grugger insistente que assombra o sono principalmente de quem está no ar. Não bastasse controladores de vôos cegos, transponders mudos e comunicação de rádio surda, agora aparece pista de pouso e decolagem capenga? Falta o que agora? Cade o Legacy desta vez?  

Escrito por paulo cosmo às 22h59
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12/07/2007


O outro cosmo em estado crônico.

 

Nunca pensei superar o cosmo, mas também não imaginei que este viesse a competir com meu estado crônico. Intitulei esta página numa referencia direta a mim, não ao cosmo. Na ocasião, estava acometido por um sutil distúrbio cerebral, uma síncope mental de contextualizar coisas, imaginando que estava a criar crônicas. Reação de quem não tem nada a fazer, inclusive com o próprio caos mental em avançado estado crônico, contrário a magnitude e ordenamento do cosmo. Pensava assim, mesmo sabendo que lá, na imensidão do universo, existe um tal de buraco negro. Na realidade, buraco afro-descendente, pois não quero ser acusado, por entidades de defesa dos direitos humanos, de incitação racista ao buraco de quem quer que seja. Mas voltando ao rombo em questão, até este, para mim, fazia sentido no complexo ordenamento cósmico. Um buraco de absorção de qualquer massa, um estômago gigante que engole tudo e não engorda. Olha que maravilha! Só não sabia que o cosmo me reservava outras surpresas. Duas notícias científicas que me fizeram refletir sobre qual cosmo está em maior estado crônico.

A primeira tratava do achado da estrela mais gorda do cosmo. Olha que maravilha! Existe estrela gorda até no universo. Não é só em novela, cinema ou final de carreira artística. Também lá, no cosmo, existe estrela acima do peso. E o mais impressionante é que acharam a verdadeira baleia fora d’água. E não tem lipo ou redução de estômago que dê jeito, pois é nada menos que 114 vezes o tamanho do Sol. É uma estrela enorme de gorda. Zilhões de calorias concentradas numa gordura mórbida de bilhões de anos. O que o sedentarismo não faz. Ficou tanto tempo parada no mesmo lugar que engordou. Agora confesso que acredito nos resultados da malhação. Então isso me leva a divagar ser o Sol a Bundchen das estrelas, um top model universal que malhou muito, praticou muita bulimia ou simplesmente não comeu direito, o que coloca a Terra em situação de vulnerabilidade estelar, pois somos filhos de uma estrela pobre sem condições alimentares. Uma estrela cadente! Agora entendo por que Netuno passou a ser considerado planeta anão. Desnutrido desde infância, simplesmente não cresceu, pois lá no final da fila planetária mamou no peito seco do Sol magrelo e não sugou nenhuma energia. Seria injustiça chamar aquela poeira cósmica de planeta, afinal astro anão de estrela pequena não é porra nenhuma.

A outra notícia, não menos exótica, é a descoberta de gelo quente num planeta distante. Isso mesmo, gelo a 300ºC. Olha como o cosmo é doidão! O que me leva a crer existir também vapor de água gelado. E ai já não sei mais nada que aprendi desde infância. O que é de envergonhar, pois confesso que estou constrangido em lembrar as vezes que corrigi sutilmente pessoas que falavam gelo frio. Não eram ignorantes da língua portuguesa, mas visionários cósmicos. Mas vergonhoso deve ser pedir uma loira estupidamente gelada nesse planeta. Deve ser pior que acarajé bem quente na Bahia. E quem já pediu sabe. Tal qual nossa medida universal, "anus" luz de reflexão sobre o baiano ato insano praticado.

O cosmo não está em estado crônico? Buraco afro-descendente, cometas com gases, planeta anão e agora estrela mais gorda e planeta com gelo quente. Qualquer dia os cientistas virão com a história de que existe vida inteligente na Terra. Vai dar para acreditar nisso?

Escrito por paulo cosmo às 22h03
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07/07/2007


Só daqui 100 anos

 

Daqui a cem anos não sei como o mundo vai estar, mas há cem anos atrás era bem diferente. Sei que não descobri a América, mas convenhamos que imaginar como será daqui um século é tão impossível quanto aquilo que não passava na cabeça de nossos antepassados.

E olha que cem anos nem é tanto tempo assim. Mas neste 07/07/07 do início do século passado, a cidade de São Paulo ainda não era nada, o futebol mal havia se ratificado como esporte, nenhum pensamento sobre duas Guerras Mundiais provocadas pelo mesmo país seria passível de credibilidade, tampouco que o mundo dependeria tanto do petróleo e que os automóveis mudariam as relações humanas e criariam novos princípios urbanos. Voar ainda era para os pássaros e viajar para a Lua coisa oriunda da criatividade de Júlio Verne. Navegar era a vapor e o Titanic ainda nem existia. O cinema era politicamente correto, pois qualquer surdo podia assistir sem perder nada, afinal era mudo. Já os analfabetos...

A Rússia Comunista era idéia secreta em desenvolvimento na mente de revolucionários bolchevics. A televisão... Que televisão? Mal existia rádio. O telefone trazido por Pedro II ao Brasil já fazia sucesso através de algumas linhas comerciais de curta distância, mas se alguém ousasse mencionar a palavra computador, certamente seria levado a um hospital onde lhe perguntariam onde estava doendo.

Escrito por paulo cosmo às 22h37
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